Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 16/04/2018
Definido como uma violência intencional e repetitiva, o bullying tem crescido cada vez mais na sociedade brasileira. Para combatê-lo, foi sancionada, em novembro de 2015, alei de número 13185, popularmente conhecida como “lei anti-bullying”. Entretanto, mesmo com ela já em vigor desde fevereiro de 2016, a intimidação sistemática é um problema social que ainda persiste. Nesse contexto, deve-se analisar como a omissão familiar e a negligência escolar provocam os casos de tal problemática na vida das crianças e dos adolescentes brasileiros.
A ausência dos pais no processo educacional dos filhos é a principal responsável pela prática do bullying. Isso acontece porque, na sociedade hipercapitalista que vivemos, o desejo insaciável de obtenção do máximo lucro monetário faz com que muitos pais precisem passar mais tempo trabalhando do que educando os filhos. Em decorrência dessa omissão, as crianças, muitas vezes, acabam desenvolvendo um sentimento de autonomia responsável pela manutenção e potencialização do bullying, pois os agressores não são educados a respeitar o próximo e as vítimas não são educadas a procurar ajuda. Não é à toa, então, que, segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE , os casos de intimidação sistemática tenham em menos de três anos, aumentado em mais de 30%.
Atrelada à omissão familiar, a negligência das escolas também é responsável pelos casos de bullying no cotidiano estudantil brasileiro. Isso decorre do modelo pedagógico vigente, que ao invés de ensinar valores éticos e morais básicos que devem nortear todas as relações interpessoais, ensina apenas conteúdos que serão cobrados em provas. Hoje, é comum, por exemplo, ver crianças sendo vítimas de violência intencional e repetitiva unicamente pela aparência que têm e, muitas vezes, tais agressões ocorrem na própria sala de aula. Por consequência de tal negligência das escolas, as vítimas de bullying, conforme afirma a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, acabam apresentando uma tendência maior a desenvolver graves distúrbios psicológicos, como ansiedade e depressão e a cometer suicídio.
Torna-se evidente, portanto, que a família e a escola devem combater o bullying. Em razão disso, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente deve, a fim de buscar a conscientização, disseminar nos meios de comunicação, propagandas que mostrem aos pais as consequências que a omissão deles na educação dos filhos pode causar. Assim, a lei anti-bullying terá eficácia e a intimidação sistemática deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.