Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 31/07/2019
A internet, em especial as redes sociais, vem ganhando cada vez mais espaço na vida dos brasileiros, que já somam 116 milhões que possuem acesso à mesma, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2018.
As redes sociais nos fornecem um espaço amplo para o compartilhamento de ideias e opiniões, o que as torna uma grande ferramenta de manipulação e influenciação que acabam sendo muito utilizadas por políticos e seus partidos, principalmente em época de eleições.
Com o objetivo de se ganhar votos e atingir um número extenso de internautas, muitos políticos disseminam as notícias falsas, comumente conhecidas por Fake News - notícias falsas, em inglês -. Essas notícias geralmente apresentam um conteúdo que tem por objetivo enganar o leitor, através de textos sensacionalistas.
Os informativos políticos publicados nas redes normalmente conseguem alcançar um grande número de pessoas, dado vantajoso para candidatos que utilizam as mídias, como foi o caso do atual presidente da república, Jair Bolsonaro, nas eleições ocorridas em 2018, em que o antigo candidato fez sua campanha majoritariamente pela internet e ganhou, enquanto o candidato Geraldo Alckmin, que usou de quase cinco minutos de televisão, acabou em quarto lugar na corrida presidencial. Esse dado é um exemplo claro que comprova uma fala do colunista Renato Janine Ribeiro, do Jornal da USP, que em seu podcast, disse ‘‘O tempo de TV perdeu muita importância por causa das mudanças na comunicação, das redes sociais e do boca a boca.’’.
Portanto, conclui-se que as mídias sociais são grande instrumento de influência política. Dessa forma, cabe uma maior fiscalização do que se é postado nas redes, que deve ser feita por um filtro criado pelos donos das respectivas redes. E é necessário uma ação do Ministério da Educação, promovendo aulas de informática que foquem na descoberta e na identificação de notícias falsas, para que os jovens cresçam com consciência e não se deixem influenciar tanto pelo que é postado, além de promover debates em prol de discussões políticas.