Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 28/08/2019

Segundo R. Buckminster Fuller, escritor e inventor, a humanidade está adquirindo toda a tecnologia certa por todas as razões erradas. Pode-se notar essa visão no plano político brasileiro, com ênfase às eleições democráticas, simultaneamente à grande influência da internet. Assim, o período eleitoral foi marcado pelo aumento do debate da população, mas com grande influência com a distribuição de “fake news” nas redes sociais. Portanto, torna-se necessário o debate acerca dessa problemática.

Em princípio, de acordo com a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, uma pesquisa de 2016 mostrou que 70% dos brasileiros tinham acesso à internet. O levantamento traz um bom resultado, pois, através das redes sociais, os candidatos conseguem divulgar suas propostas, além de comunicarem com seus eleitores. Bem como, um meio em que os cidadãos ganham visibilidade e expressam suas opiniões, de modo que se tornam eleitores informados e com senso crítico.

Entretanto, grande parte da população não verifica a veracidade das informações e as compartilham, logo, estimulam a divulgação de uma série de “Fake news”, como o famoso ‘‘Kit gay”. Segundo um levantamento do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas, cerca de 12 milhões de pessoas compartilharam notícias falsas no Brasil em junho de 2018, cujo intuito é induzir comportamentos e opiniões, uma vez à adesão das pessoas ao propósito que se quer alcançar é importante.

Portanto, em meio da internet, pode-se observar o grande impacto das “Fake News”, que tanto podem beneficiar uma candidatura, quanto podem prejudicar. Assim, a mídia e os meios de comunicação devem trabalhar em conjunto, para apurar as notícias e esclarecer informações falsas, bem como, alertar os cidadãos sobre as fontes das notícias que circulam pelas redes sociais.