Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 19/09/2019

Contemporaneamente, o número de brasileiros que acessam as redes sociais e que, portanto, estão expostos às informações lá presentes, é grande. O espaço nas redes sociais proporciona a liberdade do indivíduo comentar, opinar, concordar e discordar. Entretanto, a ação de induzir a opinião pública por grupos políticos organizados nessas redes e de espalhar notícias falsas, evidenciam a necessidade de conscientização da população pelo Governo e punição dos orquestradores.

Primeiramente, é importante destacar a quantidade de brasileiros que se encontram nas redes sociais. Segundo uma pesquisa feita pela Ipsos e Fecomércio - RJ (Federação do comércio do Estado do Rio de Janeiro) em 2016 estimou que 70% dos brasileiros tinham acesso à internet. Desse total, mais de 90% dos entrevistados declarou, nas pesquisas, que acessar as redes sociais é seu principal interesse quando entram na internet. Logo, com essa presença massiva da população nessas redes, grupos organizados por atores políticos viram um ambiente fértil para a disseminação de notícias mentirosas que visam distorcer a realidade e manipular a população por meio de “bots” e programas de computador, a fim de ganhar votos.

Por conseguinte, o engano que essas notícia falsas traz à população e o poder de alienação são preocupantes, pois causam a marginalização dos cidadãos diante da realidade política. Além disso, o gasto de tais práticas é enorme. Segundo pesquisadores da Universidade de Oxford, desde 2010 48 países já gastaram R$ 1,85 bilhão com ferramentas de impulsionamento de notícias, e que o Brasil está entre esses países desde 2017. Com isso, gastos públicos que podiam ser direcionados à educação e saúde são desperdiçados a fim de perpetuar causas partidárias.

Portanto, para que a população seja conscientizada e livre de manipulação nas redes sociais, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que alertem a população a respeito das notícias falsas que visam alienar os cidadãos e manipular as intenções de votos com dados falaciosos. Ademais, que os debates sobre a democracia sejam promovidos por professores de sociologia capacitados, com o intuito de formar cidadãos conscientes e críticos. Simultaneamente, que os legisladores aprovem leis que punam quem dissemina notícias falsas impulsionadas por intermédio de verbas públicas. Nessa perspectiva, as discussões políticas nas redes sociais serão construtivas e trará mais dignidade à população.