Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 07/10/2019
Intitulado como o século de emancipação comunicativa no Brasil, o XXI, trouxe consigo inovações nos meios de comunicação a curtas e médias distâncias; o efieto benéfico desse sistema inovador é sentido na informatividade da população, visto ter, com ele, ampliado os patamares informativos individuais. No entanto, no que diz respeito às políticas, a tecnologia propiciou a disseminação de conteúdos, muitas vezes, partidaristas falsos sobre partidos e oposições eleitorias. Por conseguinte, as redes sociais, tornaram-se não só palcos de contendas partidárias, como também, objetos de influência na sociedade eleitoral, tendo em vista o anonimato digital e a falta de políticas de segurança sobre os conteúdos veiculados.
Paulo Freire ao dissertar sobre a liberdade plausível ao ser humano afirma a imprescindibilidade dela para se alcançar o conhecimento real das coisas. Entretanto, análoga ao pensamento do autor, a liberdade propiciada pelo uso da internet, essencialmente as redes sociais, faz com que haja o anonimato nas publicações de conteúdos errados sobre pesquisas públicas nas eleições brasileiras. Consequentemente, os usuários que comumente valem-se desses conteúdos para se informar, são influenciados a acreditar no que foi divulgado e, muitas vezes, alteram ideologias, antes formadas, para acatarem à exposta.
A Constituição de 1988 aborda, em suas cláusulas do artigo V, o direito do brasileiro à segurança na vida social e pública. Contudo, no âmbito digital, a falta de políticas públicas eficientes na seleção de conteúdos divulgados, propicia a insegurança na informatividade das mídias sociais, como Facebook, Instagram e outros. Ainda que a Criptografia de Ponta do Whatsapp assegure ao usuário a segurança no uso do aplicativo, ela não resguarda quanto às informações por ele perpassadas. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de estabelecimento de limites informativos das redes sociais, por parte dos criadores e dos usuários. As discussões políticas nas mídias digitais são, em grande parte, afetadas por fatores informativos errôneos. Desse modo, com o fim de amenizar os anonimatos no uso das redes sociais, é imprescindível que a Safernet, conjunta ao Ministério da Comunicação estabeleça medidas de cadastramento, para uso de publicações e comentários, seguras e viáveis a todos os usuários, com o fim de resguardar a identificação de possíveis falácias a respeito de divulgações políticas. Ademais, urge por parte do Governo Federal, em parceria com o Ministério da cultura, a criação de projetos com a população, com vistas a alertá-la e despertar o senso crítico a respeito dos conteúdos dos sites e redes sociais brasileiros, a fim de que os indivíduos se autoafirmem atuantes e críticos quanto ao conteúdo divulgado, principalmente o político. Assim sendo, o século XXI tornar-se-á merecedor do mérito comunicativo seguro a ele intitulado.