Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 27/04/2020
La Casa De Papel, série espanhola da Netflix, conta sobre a revolta da população contra o sistema governamental, gerando um caos político e econômico no país. Levando a realidade, existem casos em que pessoas os tornaram inspiração, obtendo conflitos em discussões partidários e ao extremismo. Com isso, é notório que redes sociais, como a citada, influenciam fortemente em questões políticas, obtendo um acréscimo de “fake news” e a fragilização de opinião crítica do usuário, acarretando uma massa de alienismo social.
Em primeiro plano, é de cunho social que a internet é a maior fonte de informações existente, o que leva à um meio bastante aberto a discussões e opiniões divergentes. Contudo, nem todas são confiáveis, sendo elas chamadas de “fake news”. Em 2018, ganhou força nas redes sociais foto em que a candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad, Manuela D’Ávila (PCdoB), usava uma camiseta com os dizeres “Jesus é Travesti”. A imagem, na verdade, tratava-se de mais uma montagem. Na foto original, a camiseta que Manuela usava estava escrito “Rebele-se”. Devido a isso, é notório o poder que as redes sociais exercem na política, gerando além de um constrangimento, um prejuízo para chapas presidenciais por serem difamados.
Ademais, é possível observar como a tecnologia tornou a sociedade mais cômoda sobre obter opiniões críticas. De forma análoga, é possível citar a série “Black Mirror”, cuja narrativa utiliza a internet para questionar os limites da sua atuação e o quanto as pessoas estão dispostas a abrir mão de sua autonomia, ou seja, redes sociais podem ser invasivas e dominantes. Com isso, é perceptível que com a influência predominante, a sociedade diminui seu posicionamento político, muita das vezes indo para opiniões mais viáveis e de grande poder, não procurando nem mesmo saber o porquê de seu voto.
Em virtude dos fatos apresentados, conclui-se que a expansão de notícias falsas e a fácil acomodação do usuário levam à um papel prejudicial das redes sociais em discussões políticas. Com isso, faz-se necessário que os internautas estejam abertos a críticas e possuam uma visão ampla sobre quem votar em períodos eleitorais, a fim de diminuir a alienação coletiva através da tecnologia, e assim, obtendo uma opinião crítica. Além do mais, cabe ao Poder Executivo firmar mais o projeto de lei PL 538/2018, cujo o mesmo proíbe em nível estadual a divulgação e compartilhamento de notícias falsas, por meio de uma maior punição, como aumentar a multa, com o intuito de diminuir as “fake news” e equilibrar tecnologia com discussões políticas. Desta forma, será possível obter uma menor porcentagem de desvairo coletivo.