Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 27/04/2020
O papel das redes sociais tem mudado constantemente, principalmente quando a pauta é a manipulação que, por sua vez, interfere negativamente nas discussões políticas. Por mais contraditório que possa ser, atitudes de corrupção por parte de candidatos nas redes e a negligência dos que à controlam impactam, de forma direta e negativa, eleições em diversos países, sendo a presidencial brasileira de 2018 uma das mais famosas.
Primordialmente, é importante enfatizar que discussões políticas deveriam ser completamente inafetadas por qualquer tipo de ação ou informação que possua caráter parcial ou manipulador, ou seja, que sejam corruptas. A exemplo disso, há os dados divulgados pelo site O Globo sobre a eleição presidencial de 2018, que demonstra o direcionamento da verba gasta pelos candidatos, em que parte seria gasta em criação e divulgação de notícias falsas sobre os outros candidatos - cerca de 25%.
Ademais, a negligência de CEOs e dos criadores das redes sociais também contribui para que tal fato interfira no importante processo democrático que são as das eleições. Subsequente a isso, cidadãos, que possuem o poder de escolha, acabam por serem afetados e alterando sua escolha de voto. Segundo pesquisa divulgada pelo site Folha, cerca de 5 (sete) em cada 10 (dez) eleitores chegam à alterar sua opção de voto antes das eleições oficiais por conta de notícias sobre os mesmos, o que enfatiza ainda mais a interferência negativa das redes.
Em síntese, o papel das redes sociais, que deveria ser de auxílio, acabou se tornando um empecilho para eleitores. Assim sendo, o Ministério da Educação deve se aliar às empresas gerenciadoras de tais redes para evitar o alastramento de informações de cunho político por meio de medidas de contenção como, banimento de empresas especializadas em informações falsas, entre outros. Afim de impedir que tais meios de informação tenham o papel negativado em discussões políticas.