Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 27/04/2020
Nas eleições de 2018, o Brasil passou por um momento muito polarizado, no qual as opiniões politicas eram extremistas, assim como o voto. A internet foi crucial para a formação da opinião pública, foi uma base de pesquisa para os eleitores. Porém, foi também ponto principal para a disseminação de noticias falsas através das redes sociais. Esse problema se dá pela criação de grupos cibernéticos criados pelos partidos políticos que tem como responsabilidade a publicação de postagens e mensagens a favor de partidos e ataques a oposição.
Conforme uma pesquisa divulgada pela Ipsos e pela Fecomércio, 70% dos brasileiros tem acesso a internet. A grande parte dos entrevistados diz usar a internet como meio para acesso de redes sociais. Essas mídias são o meio dos grupos cibernéticos da política atuarem pelo fato de conseguir não só expor um fato ou opinião publicamente para um grupo, mas também para indivíduos específicos através de chats privados e aplicativos de conversas.
Além disso, um estudo publicado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, “Desafiando a Verdade e a Confiança: Um Inventário Global da Manipulação Organizada nas Mídias Sociais”, o uso de práticas desonestas na internet para influenciar as pessoas acontece desde 2010 no Brasil. Os pesquisadores acreditam que, na era digital, a manipulação da opinião pública através das redes sociais — como Facebook, Twitter, Instagram — é uma perigosa ameaça à democracia.
Em análise dos fatos anteriormente citados, cabe à gestão das redes sociais a fiscalização das notícias a serem publicadas (sem violar a privacidade e liberdade de expressão de cada usuário) atentando para contas anônimas e notícias sem fonte concreta. É também de responsabilidade do Ministério de Justiça eleitoral o controle dos partidos políticos: da verba gasta e das ações por meio da internet que possa influenciar a opinião pública de forma legalmente correta.