Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 27/04/2020

Em 2010, iniciou-se o processo da geração 4.0 da revolução industrial, logo contribuindo com o avanço tecnológico e sua influência na sociedade, consolidando a melhoria do mercado de trabalho e informações digitais. Assim sendo, é indiscutível o conjunto de facetas nas mídias sociais, pois encontra-se a presença do influenciador e do influenciado, permitindo a manipulação de dados, propagação de “fake news” e concorrência política entre os participantes e apoiadores.

O filósofo e sociólogo Zygmunt Bauman fala que “As redes sociais não ensinam a dialogar porque e muito fácil evitar a controvérsia.”, demonstrando a relação da necessidade humana de demonstrar domínio e razão sob suas opiniões e discursos. Portanto, há uma vasta liberdade discursiva na internet e a proximidade desleal entre político e eleitorado pode causar no voto por relações pessoais, com concepções transmutadas sobre tal campanha eleitoral.

No filme “O candidato honesto” de Leandro Hassum, demonstra a importância da sociedade na propaganda do candidato e a relação da presença de políticos corruptos e pessoas que acreditam e reproduzem sua mensagem, de modo que prejudique toda sociedade com falsos decoros e promessas. Assim sendo, as chamadas fake news são usadas para difamação politica e manipulação de cidadãos desinformados, por meio de notícias capazes de gerar pânico na sociedade, criando um cenário politico instável e imprevisível.

Conclui-se, então, que as redes sociais e o desinteresse da população colaboram com a disseminação de fake news. Portanto, a mídia, os meios de comunicação e os usuários de redes sociais devem trabalhar em conjunto para conter as fake news, apurando as notícias e esclarecendo informações falsas, bem como tentar ensinar a forma de perceber se uma notícia é ou não é verdadeira, visando atingir o máximo de pessoas e convencer os eleitores a se atentarem bastante nesse momento de incertezas.