Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 27/04/2020

Com base na frase de Abraham Lincoln, “A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo”, é denotada a importância dos direitos dos cidadãos elegíveis, de ter um governo que englobe as decisões verdadeiras e claras da sociedade. Contudo, apesar de termos um país democrático, em algumas situações esse princípio acaba não sendo aplicado pelos governos e partidos, que realizam uma manipulação de opinião pública por meio da redes sociais. É notável a irresponsabilidade com a sociedade, em que a manipulação e como resultado uma proliferação de fake news (informações falsas), tornam-se fatores ameaçadores, pois muito do que é divulgado, é mentira, prejudicando a decisão clara dos cidadãos.

Em primeiro plano, é importante ressaltar o grande perigoso que essas manipulações de opinião pública exercem por meio das redes sociais, já que são por elas que grande parte da população usa como fonte de notícias e pesquisas, formando por aí, uma certa opinião. Logo, se as mesmas são usadas como forma de manipular, a sociedade acaba sendo prejudicada, pois perfis falsos são criados para aumentar artificialmente a importância de determinados assuntos, e usa análise de dados para realizar propagandas de grupos específicos. Assim, prejudica a decisão clara de cidadãos.

Ademais, um outro grande fator resultante da manipulação crescente é a fake news, que significa notícias falsas e consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos, por meio de redes sociais na maioria das vezes, atingindo grande parte da população, pois a maioria hoje em dia está bem conectada. Assim como, um exemplo dessa proliferação de notícias falsas ou favoráveis ocorreu durante as Eleições de 2018, após uma conferência na Colômbia, o gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, Ben Supple, identificou que empresas fizeram postagens em massa de mensagens favoráveis à candidatura de Jair Bolsonaro, eleito a presidente neste mesmo ano.

Portanto, com base nas informações, é perceptível a falta de consideração e irresponsabilidade de partidos e governos, que se aproveitam do grande acesso e divulgação das redes sociais. Logo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) junto ao Ministério da Cidadania (MC), implantar meios que garantam a proliferação somente de informações verdadeiras, fazendo um acordo com empresas de grande poder tecnológico, extraindo e monitorando as fontes de onde a fake news vem. Assim, seria garantida a segurança pública e segurança de informações, não ocorrendo falsas notícias que favoreçam só alguns políticos, garantindo assim, a democracia no país que é um direito do povo a ser preservado.