Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 27/04/2020
O filme nacional “Doces Poderes”, estrelado por Marisa Orth e Antônio Fagundes, começa com a jornalista Bia tentando fazer uma cobertura imparcial das eleições brasileiras de 1997. Entretanto, os superiores de Bia a pressionam para que ela altere a preferência dos eleitores pelo candidato Luizinho por meio de chantagens e propagandas duvidosas no jornal. Hodiernamente, os jornais não são mais utilizados na manipulação midiática acerca de discussões políticas, pois foram substituídos pelas redes sociais. Contudo, as redes sociais trazem consigo a manipulação de ideias, notícias e até informações essenciais das redes, como número de seguidores, curtidas e compartilhamentos.
Em primeiro lugar, é importante frisar que a liberdade de expressão individual possibilitada pelas mídias sociais é o que tem atraído cada vez mais pessoas para discussões de ideias políticas. Porém, essa condição está em risco quando os candidatos e suas equipes possuem a possibilidade de manipular as notícias que são veiculados a população nas redes sociais. De acordo com informações da Folha de São Paulo, o deputado Carlos Bolsonaro é investigado pela PF por ser líder de um sistema criminoso de manipulação de “fake news” que seriam disseminadas em redes como Facebook e WhatsApp. Evidentemente, a disseminação desse tipo de notícia provocaria mudanças de pensamento político da população, mesmo que a anterior seja falsa.
Ademais, além do domínio de falsificação de notícias, os futuros políticos também utilizam da alteração de sua popularidade na internet. Tal alteração tem propriedade de uma tecnologia chamada “bots”, que são robôs virtuais que promovem interações simples, mas que não precisam de supervisão humana. Conforme informações do site Rock Content, os “bots” são muito valorizados no marketing, tendo a habilidade de substituir seguidores e curtidas humanas em redes sociais. Desta forma, o emprego dos “bots” nas candidaturas políticas adulteram a renoma e a autoridade de um concorrente, influenciando o eleitor a promover discussões falsas alegando sua popularidade entre os demais eleitores.
Em suma, as discussões políticas por meio das redes sociais estão vinculadas a utilização de manipulações de notícias e informações falsas. Logo, para que a problemáticas acerca das interações de eleitores na redes sociais seja resolvida é preciso que medidas sejam criadas pelo TRE, órgão judiciário encarregado do gerenciamento de eleições em âmbito estadual, como por exemplo, a criação de um órgão municipal que se relacionasse somente as candidaturas eleitorais de forma virtual. Tal órgão cuidaria das políticas dos representantes de forma virtual, tomando medidas necessárias para que os eleitores não encontrem informações incrédulas nos perfis de seus candidatos.