Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 27/04/2020
Se em eleições anteriores, os candidatos contavam apenas com os meios de comunicações pertinentes a época como rádio, televisão,e jornais para debaterem a política, posteriormente, passou-se do slogan comum para hashtag nas redes sociais, a qual é uma grande formadora de opinião, com a facilidade que as mídias digitais proporcionam torna-se muito mais eficiente discutir sobre política, além da enorme influência que essa apresenta, dessa maneira é notório que as redes sociais impactam diretamente nas eleições políticas.
Certamente, as eleições de 2018 são um resultado da atuação das redes sociais, isso deve-se ao fato de que segundo um estudo da Oxford, a manipulação da opinião pública apresenta-se cada vez mais alta, e de acordo com as páginas e publicações curtidas e seguidas pelos usuários é exibido em seu “feed de notícias” informações relacionadas a determinado partido ou candidato em questão, dessa maneira é perceptível que ocorre um amplo desempenho, ou seja manipulação exercida pelas redes.
Simultaneamente, candidatos como Jair Messias Bolsonaro e Fernando Haddad aliaram-se as redes sociais para realizarem suas campanhas eleitorais, por exemplo Bolsonaro estruturou sua campanha diretamente para o Twitter, e por ambos apresentarem estratégia de comunicação definida, coincidentemente foram para segundo turno, assim é visível o poder ao qual as redes sociais demandam.
Nessa circunstância, é evidente o papel das redes sociais nas discussões políticas, a manipulação e as estratégias presentes nas mesmas. É indispensável, que sejam tomadas medidas cabíveis a justiça eleitoral, seja por meio de análises sobre o que será vinculado ou transmitido pelos candidatos e seus partidos nas redes sociais. Assim como, a aprovação de uma lei que torne a manipulação dos eleitores crime ao qual será desenvolvida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com o auxílio do Governo Federal por meio de incentivos fiscais, e aceita pelo Congresso Nacional.