Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 27/04/2020

Desde a chegada da “internet” no Brasil, em 1988, um novo meio de comunicação entre as pessoas foi criado, em que a conexão entre elas ficou mais fácil, e com o aprimoramento dessa ferramenta tecnológica se teve a criação das redes sociais. Entretanto, as mesmas estão sendo utilizadas de maneira negativa perante a sociedade brasileira, pois foram usadas com um cunho político, no qual diversas informações incorretas foram disseminadas para eleger um candidato à presidência do país. Com intuito de inibir tal problemática, é necessário analisar a influência da rede social na vida dos brasileiros e também como seu papel no atual cenário político é prejudicial.

Em primeiro plano, convém ressaltar que com a modernização da tecnologia a população tem um acesso mais amplo às mídias sociais. Entretanto, nem todas as informações que são divulgadas apresentam informações verdadeiras. Nesse sentido, como mostrado no livro “1984”, de George Orwell, com o constante crescimento da tecnologia o indivíduo está propenso a ser manipulado pelas notícias, que com isso a população relatada, no mesmo, se encontra em um estado de alienação. Não obstante, da realidade, com o grande uso de aplicativos de comunicação como, o “Whatsapp”, ficam enfraquecidos de uma opinião individualizada.

Outrossim, é importante ressaltar que no ano de 2018 se teve um acontecimento denominado de “Maior período de fake news eleitoral”, após diversas fotos e notícias falsas serem divulgadas por partidos políticos e apoiadores se teve uma grande mudança na escolha de voto dos brasileiros. Com isso, segundo o jornal Datafolha os partidos políticos disseminaram as chamadas “fake news” para enfraquecer seus adversários. Tal ato pode ser considerado como uma ação antidemocrática, porque a escolha de um candidato fica a mercê de alegações incongruentes com a realidade.

Portanto, conclui-se que nas eleições a presidência de 2018 as redes sociais foram utilizadas para disseminar ideias falsas o que ajudou muitos candidatos a vencerem a disputa. É necessário que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) crie palestras direcionadas a todos os cidadãos, nas quais serão apresentadas, por especialistas em tecnologia e também por psicopedagogos, os fatores prejudiciais de não checar as informações em meios confiáveis. Juntamente a isso, o Legislativo deve criar um projeto de lei, que tem como objetivo fiscalizar e apagar as publicações que difamam os candidatos, por meio de analistas de sistemas que deverão realizar checagens periódicas dos dados durante todo o período eleitoral. Para que dessa forma seja possível ter um sistema democrático funcional para todos.