Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 27/04/2020
Com a vinda da internet no Brasil em 1988 por meio da iniciativa da sociedade, estudantes e professores paulistanos e cariocas, o acesso a mesma no pais veio crescendo cada vez mais e por conta disso, o acesso à informações e discussões acerca de assuntos importantes também cresceu. O uso da internet para discussões políticas no ano de 2018 foi muito comum, são em redes como o “Twitter”, “Facebook” e “WhatsApp” que informações foram trocadas e debates foram feitos. Porém o uso das redes não foi o melhor meio para se fazer isso, uma vez que o número de falsas informações (Fake News) é muito maior a o número de informações verídicas, complicando o posicionamento político nas decisões mais importantes.
A fim de ter uma maior proximidade com os eleitores o então candidato Jair Bolsonaro, realizou “lives” em redes como o Instagram para divulgação de sua campanha e ideais, o que ajudou muitos eleitores a ganharem confiança nele, pois se sentiram mais próximos do candidato e ouviram os ideias diretamente dele. Entretanto, houve muita informação falsa divulgada pelo muito usado “WhatsApp” que foram divulgadas atacando a oposição e defendendo o então candidato Bolsonaro o que lhe prejudicou muito durante sua campanha. Uma pesquisa feita pela Folha de São Paulo, diz que 90% dos eleitores de Bolsonaro acreditaram em “fake news.”
Também muito usado em discussões para às eleições da presidência de 2018, foi o “Twitter” que promoveu muitos debates entre os próprios usuários o que de primeira vista é uma coisa boa. Mas a maioria dos debates ocorridos na rede, acabavam por levando a um discurso de ódio e imposição de ideais. Segundo o jornal BBC, durante os 21 dias que duraram as votações, denuncias com teor xenofóbico cresceram, 2.369,5%, incitação a crimes contra a vida, 630,52%, neonazismo 548,4%, homofobia, 350,2%, de racismo, 218,2%, e de intolerância religiosa, 145,13%. Esses dados só provam o que os debates na maioria das vezes não levavam a nada.
A partir dos argumentos apresentados, é claro a necessidade de uma melhoria em relação a futuros cenários de discussões políticas em redes sociais. Visto isso, é necessário que o Ministério da Educação juntamente com as escolas, deem aulas sobre educação tecnológica para usuários não acreditarem em tudo que se vê e procurarem se informar com fontes confiáveis no assunto. Também é necessário colaboração da própria sociedade para promover discussões com teor de debate ao invés de discursos de ódio na internet. Só assim as discussões serão efetivas e úteis para a informação.