Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 27/04/2020
As redes sociais ganham cada vez mais usuários, de modo que, o número de pessoas que utilizavam a internet como fonte de informação cresceu muito entre as eleições de 2014 e 2018. As informações veiculadas nas mídias podem afetar o decorrer da democracia de forma negativa, principalmente quando se tratam de notícias com dados manipulados para fazer propaganda de candidatos específicos .
Antes de tudo, é importante lembrar que o candidato vencedor das eleições de 2018, Jair Bolsonaro, tinha apenas 8 segundos de tempo na TV, que antes costumava ser o meio de propaganda mais eficaz, sua campanha eleitoral foi feita de forma massiva por meio das redes sociais, muitas vezes por seus próprios eleitores. Desse modo, é possível ver como as mídias sociais vêm sendo uma grande veículo de propagação de publicidade eleitoral.
Ademais que, a lei nº 2848 proibe a divulgação de informações falsas que possam modificar a verdade com relação à saúde, segurança pública, economia ou processo eleitoral ou que afetem interesse público relevante, com pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa. Sendo assim, pode-se perceber que notícias com conteúdo falso são publicadas com frequência e possuem um grande alcance, o que prejudica o julgamento desses eleitores que estão sendo ludibriados por informações que podem influencia-los a votar ou não em algum candidato por meio de informações não verídicas.
Em decorrência dos fatos apresentados anteriormente, fica clara a necessidade de que ações sejam tomadas, sendo elas uma maior fiscalização das redes sociais sob a veiculação de propagandas que podem vir a prejudicar o desdobramento natural da democracia ou até mesmo banir anúncios políticos de suas plataformas, assim como o Twitter que baniu essa publicidade em 2019, e que os usuários questionem a veracidade das notícias e verifiquem suas fontes.