Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 27/04/2020
Na atualidade o grande fluxo informativo tem potencializado o modelamento de muitas concepções do que é o ideal para uma sociedade, assim, como resultado de tal processo, destaca-se a profunda influência dos meios comunicacionais sobre as eleições por todo o mundo. Nesses termos, é observável que em países como o Brasil e os Estados Unidos da América o resultado das últimas eleições foram majoritariamente submetidos à influência das redes sociais.
Graças a internet, cidadãos de todo o país podem expressar opiniões capazes de alcançar milhares de pessoas nas redes sociais, caracterizando um meio bastante eficiente de informação e influenciação politica. No entanto, nem todas as informações difundidas são confiáveis. As chamadas fake news são usadas para difamação politica e manipulação de cidadãos desinformados, por meio de notícias capazes de gerar pânico na sociedade, criando um cenário politico instável e imprevisível.
Vale ainda mencionar o aspecto desleal que a proximidade entre políticos e eleitorado pode causar, uma vez que a internet possibilita uma relação estreita entre candidatos e o público, de acordo com pesquisa realizada. A pesquisa citada nos autos demonstra, ainda, que nos países da América Latina esse fato é mais recorrente, o que indica uma ausência de preparo dos provedores de internet para filtrar as informações veiculadas na grande rede.
Conclui-se, então, que as redes sociais e o desinteresse da população colaboram com a disseminação de fake news. Portanto, a mídia, os meios de comunicação e os usuários de redes sociais devem trabalhar em conjunto para conter as fake news, apurando as notícias e esclarecendo informações falsas, bem como tentar ensinar a forma de perceber se uma notícia é ou não é verdadeira, visando atingir o máximo de pessoas e convencer os eleitores a se atentarem bastante nesse momento de incertezas.