Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 27/04/2020

As redes sociais são influências em muitos segmentos na era da tecnologia. Sendo utilizada pela maioria dos brasileiros, e consequentemente, está tendo um grande papel nas discussões políticas. Com isso, é evidente que as mídias sociais são, atualmente, o melhor  meio de manipular as ideias dos brasileiros, ferindo a democracia, no qual utilizam-se ferramentas, fazendo de tudo para promover a ideologia imposta e contribuir para a construcão ou desconstrução de imagens.

Primeiramente, segundo uma pesquisa realizada pelo DataSenado, dos entrevistados, 45% afirmaram ter decidido o voto levando em consideração informações vistas em alguma rede social. Isso leva em consideração que a manipulação pode ser feita de uma maneira muito simples, como a expansão de “fake news”, o que é de responsabilidade de quem compartilha tal falsa notícia, segundo advogado eleitoral Fernando Neisser, “Nós somos responsáveis por aquilo que compartilhamos”.

De segundo plano, há um risco de candidatos ou instituições políticas utilizarem o controle de análise de dados para fazer campanhas a determinadas pessoas, por segmentação, pois constroem propagandas específicas ao gosto de cada segmento do público, ao invés de dirigirem as mesmas mensagens de campanha a toda a sociedade, o que iria conferir um poder maior aos instrumentos de marketing político.

Em terceiro plano, as redes sociais também server como o melhor, e mais fácil meio de contribuir para degrinir uma certa imagem, assim como teve a tentativa com o candidato a governador de São Paulo, João Dória, no qual foi vazado um suposto vídeo íntimo em todas as mídias um período antes as eleições, tentando talvez assim, uma manipulação.

É possível concluir, portanto, que a única maneira pela qual os brasileiros podem enfrentar a manipulação política pelas redes sociais, ou por quaisquer outros meios, e exercer o voto consciente, é com a mudança radical de seus hábitos culturais no sentido de ampliar a busca pelo conhecimento para o desenvolvimento do senso crítico necessário à participação política efetiva, com essa transformação passando, necessariamente, pela ação governamental com a formulação e o aperfeiçoamento frequentes de novos projetos de incentivo à educação e à cultura de modo a, primeiro, conscientizar a população da importância do conhecimento nas mais diferentes áreas da vida e, depois, tornar cada vez mais acessíveis esses conhecimentos.