Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 27/04/2020

Com a Terceira Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XX, muitos avanços foram trazidos para a humanidade, principalmente no que concerne à rápida e ubíqua dissipação de opiniões de uma pessoa para outra. No entanto, na atualidade o grande fluxo informativo tem potencializado o modelamento de muitas concepções do que é o ideal para uma sociedade, assim, como resultado de tal processo, destaca-se a profunda influência dos meios comunicacionais sobre as eleições por todo o mundo.

Nesses termos, é observável que em países como o Brasil e os Estados Unidos da América o resultado das últimas eleições foram majoritariamente submetidos à influência das redes sociais. Como prova desse fenômeno, pode-se demonstrar o alto nível de renovação dos atores políticos no sudeste brasileiro e a substantiva renovação do Executivo norte-americano, elegendo, após 8 anos de hegemonia do Partido Democrata, Donald Trump, um candidato do Partido Republicano. Esses resultados, aliados à ascendente participação das pessoas nas redes sociais, demonstram o grande poder de coação individual que a internet adquiriu nos últimos anos.

Essa situação se agrava quando se percebe a falta de interesse das pessoas por fontes confiaveis de notícias, além da falta de iniciativa para apurar e descobrir se as informações são ou não são verossimeas, dificultando a percepção da existência das notícias falsas. Assim, grande parte das notícias são tratadas como verdadeiras e o combate as fake news é barrado. Dessa forma, graças a desinformação, a população pode acabar tomando péssimas decisões para o futuro do país. De acordo com uma pesquisa realizada pela universidade de Oxford, em 48 países as eleições tiveram influências de partidos políticos que, manipulando as notícias partidárias a seu favor, buscavam a persuasão dos seus eleitores. A pesquisa citada nos autos demonstra, ainda, que nos países da América Latina esse fato é mais recorrente, o que indica uma ausência de preparo dos provedores de internet para filtrar as informações veiculadas na grande rede.

Assim sendo, faz-se necessária a ação governamental para a criação de medidas políticas que visem a maior quantidade de felicidade possível, parafraseando Jeremy Bentham. Portanto, o Ministério da Educação deve implantar no calendário público federal o ensino de filosofia política para os alunos, com o objetivo de desenvolver no eleitorado uma reflexão mais aprofundada dos elementos constitutivos da política de cada Estado, com isso, impediria-se a total subversão das pessoas para com o bombardeamento informativo nas redes sociais.