Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 01/05/2020

Sabemos que a internet é vasta e cheia de coisas para serem exploradas, sejam elas notícias, entretenimento para todos os gostos e também para que seja possível conectar-se a outras pessoas por meio das redes sociais. Entretanto, foi possível ver que o que antes tinha como principal finalidade informar e divertir, passou a ser um campo próspero para notícias falsas que possuem unicamente o intuito de difamar pessoas e influenciar negativamente outras.

As chamadas Fake News são uma forma criada para disseminar informações que não possuem nenhuma veracidade com o intuito de serem passadas rapidamente de uma pessoa para outra, tornando-se assim, para muitos, a verdade absoluta, tendo em vista que muitas pessoas sequer checam as fontes das notícias que leem. A velocidade de disseminação de uma notícia em redes sociais, principalmente as que possuem um maior número de usuários, das quais podemos citar Whatsapp, Facebook e Twitter, é avassaladora, com um simples toque ao alcance de nossas mãos e com o uso de smartphones, aparelhos cada vez mais presentes na vida da população brasileira, uma notícia como essas se espalha em minutos, o que nos trouxe e ainda nos trás muitos prejuízos.

Nas eleições presidenciais de 2018 ficou bem claro o papel das notícias falsas dentro da nossa sociedade. Mesmo estando na lista de países que são influenciados por Fake News divulgada por meio de um estudo da Universidade Oxford, no Reino Unido, desde 2017, em 2018 o quadro se agravou ainda mais, tendo em vista a forte onda de disparos de notícias falsas que influenciaram a eleição do atual presidente do nosso país.

Muito disso se deve às omissões por meio das empresas donas das redes sociais na questão de filtrar e coibir que esse tipo de notícia chegue aos seus usuários e da ausência de normas eficazes que poderiam ser criadas por meio do Poder Legislativo para fiscalizar e punir os autores de fake news, pois se tais notícias têm a capacidade de mudar o rumo de uma nação por tê-la influenciado de forma errônea e negativa, precisam ser duramente enfrentadas.

Ademais, todos são responsáveis pelo que leem e compartilham em suas redes sociais, entretanto se faz necessária a criação de uma espécie de filtro por meio das empresas a quem pertencem as redes sociais, a fim de reduzir e quem sabe até extinguir a propagação de notícias falsas, além de leis que busquem, juntamente com as empresas, impedir que autores de notícias falsas permaneçam impunes. É preciso que medidas sejam tomadas e que a população seja mais consciente em relação a isso, para que futuramente não exista influência desse tipo de informação nos pleitos eleitorais do nosso país.