Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 08/09/2020

A Escola de Frankfurt, fundada na Alemanha, no conceito de “Industria Cultural”, classifica a mídia como um meio formador de opinião, ou seja, que pode homogenizar o pensamento da população. Sendo assim, abordar sobre as “fakes news” (notícias falsas) contidas em várias matérias midiáticas e alertar da importância do senso crítico ao se conectar, faz-se fundamental no que tange à presença das redes sociais nas discussões da política brasileira.

Em primeiro lugar, vale salientar que a divulgação de falsas informações acerca de um candidato político fere da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada pela ONU. Consoante a Lei, todo indivíduo tem direito a liberdade e segurança pessoal. Contudo, com o aumento das “fake news” circulantes nas redes sociais, como WhatsApp, Facebook e Twitter, a imagem de uma pessoa jurídica pode ser alterada com facilidade, dificultando os eleitores brasileiros a identificarem a autenticidade sobre um candidato.

Em segundo lugar, é primordial para a população possuir o senso crítico para buscar a veracidade da notícia que é compartilhada. De acordo com o psicoanalista Freud, na “Psicologia das Massas”, o comportamento das massas é influenciável por um tipo de liderança. Nesse viés, os brasileiros precisam ser alertados, por meio de campanhas governamentais, sobre como as redes sociais podem se tornarem líderes, para que haja uma análise de todas as informações vinculadas na mídia.

Portanto, é de suma importância pautar acerca do papel das redes socais nas discussões políticas no Brasil. Desse modo, o Ministério da Justiça deve criar programas de exclusão de sites que contenham “fake news” e criar manchetes chamativas e dinâmicas que alertem sobre o senso crítico, por meio de parcerias público-privadas com empresas que abrangem tal temática -disponibilizando isenção fiscal para as colaboradas- a fim de reduzir as informações que não sejam verdadeiras das redes sociais e conscientizar a população.