Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
Nas últimas décadas, o Brasil avançou consideravelmente em várias áreas sociais, políticas e econômicas, devido à influência da Revolução Técnico-Científico-Informacional. Porém, apesar dessas melhorias, o país enfrenta desafios com o papel das redes sociais nas discussões políticas, seja pela alienação social, seja pela falta privacidade dos usuários. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
De início, é fulcral pontuar que o comportamento das mídias sociais nas questões políticas, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismo que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem –estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido á falta de atuação das autoridades, na questão da alienação social, consequentemente, empresas e indivíduos se apropriam dessa vantagem para criar distorções de imagens dos candidatados políticos, notícias e/ou para manipulação em massa. Segundo uma pesquisa do G1, nove em cada dez brasileiros com acesso internet já foi alienado durante as eleições - a cada ano, no Brasil - pelas redes sociais como Facebook, Instagram e o Twitter.
Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de privacidade dos usuários é impulsionadora do problema. De acordo com o Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da " Modernidade Líquida " vivida no século XXI. De maneira análoga, nos dias atuais, a ausência de privacidade dos brasileiros implica na solidariedade entre as pessoas, já que traz consequência como o individualismo quando acontece a dissociação entre indivíduo e a sociedade, impedindo que o homem exerça o papel importante de cidadão nos debates do governo à medida que interessa pelo bem - estar comum. Isso, prova no documentário da Netflix, " Privacidade Hackeada “, mostra a Cambridge Analytica coletando os dados de 87 milhões de usufruidores do Facebook sem que fosse permitido e também no Brasil as redes sociais são usadas para divulgação de Fake News e ataques às instituições democráticas no período das eleições.
Portanto, percebe-se que de fato o país enfrenta desafios com o papel das redes sociais nas discussões políticas. A fim de reverter esse quadro, o Poder Público, em parceria com o Ministério da educação, deve instituir nas escolas e no trabalho campanhas, por intermédio de palestras ministradas por professores e psicólogos que discutam as consequências da alienação social e da ausência de privacidade das informações tanto pelos jovens quanto os adultos, com o objetivo de reduzir esse grave problema social no Brasil.