Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

Com o passar dos anos, nas gerações mais novas até as mais velhas, as redes sociais têm servido de palco para discussões de cunho político e social. Desse modo, os meios de comunicação digitais se tornam as maiores influências de voto nas épocas de eleição. Em contrapartida, esses meios ainda são repletos de informações falsas, espalhando mentiras escandalosas a respeito dos candidatos.

Concomitantemente, o instituto Data Senado realizou uma pesquisa de opinião na cidade de São Paulo, com o objetivo de explicar as decisões de escolha nas eleições de 2018. A pesquisa apontou que, das 2,4 mil pessoas entrevistadas, 45% decidiram voto com base em informações de redes sociais, e 79% utilizam ao menos uma rede social como fonte de informação.

No entanto, muitas pessoas ainda desconfiam dessas informações, principalmente pelo fato das Fake News serem um dos maiores problemas das redes sociais. Embora grande parte da população do Brasil utilize as redes sociais, a Data Folha identificou, por meio de uma pesquisa em algumas capitais brasileiras, que 70% dos eleitores não confiam em informações sobre política compartilhadas nos meios digitais. Mais de 80% dessas pessoas afirmam averiguar essas informações pela fonte de emissão das mesmas.

Visto os dados apresentados anteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve assumir seu papel como órgão emissor de informações de cunho político e, para isso, utilizar-se das redes sociais para a divulgação de discussões e pesquisas eleitorais. Não se abstendo a isso, o Governo Federal deve dar início à criação de um grupo de instituições públicas e privadas no combate às Fake News, que devem agir na averiguação de dados publicados nas redes. Desse modo, o governo eleitoral no Brasil será livre de falsas ideias, e garantirá plena consciência política aos cidadãos eleitores.