Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 16/10/2020

A Constituição Federal de 1988 é responsável por assegurar o direito à liberdade de expressão e informação dos cidadãos. No entanto, é notória uma disseminação exacerbada das discussões políticas, no ciberespaço, que evidencia uma fragilidade. Logo, o elevado crescimento de internautas no ciberespaço e o desconhecimento dos indivíduos tangente às noticias transmitidas, evidenciam as adversidades dos debates políticos nas redes sociais.

A priori, dados do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC) apontam que aproximadamente 127 milhões de pessoas se conectaram à internet, no Brasil, em 2018. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, as relações humanas tendem a ser menos estáveis e efêmeras, marcadas pela liquidez. Nesse viés, é perceptível que o uso excessivo da internet proporciona aos indivíduos uma compulsão por discussões políticas nesse meio de comunicação o qual acabam interferindo diretamente nos processos eleitorais brasileiros. Exemplos disso são os debates opinativos dos usuários da rede social Twitter acerca das campanhas presidências em 2018 que teve grande influencia na determinação do representante do Poder Executivo naquele ano. Assim, as transformações no âmbito político estão diretamente ligadas ao crescimento do uso das redes comunicativas para as discussões públicas.

Além disso, a falta de conhecimento da veracidade dos fatos noticiados e o compartilhamento de “Fake News” na internet por parte dos internautas afeta os processos eleitorais políticos. Segundo o professor Umberto Eco, a internet é um meio comunicativo que promove a difusão da estultícia. Sob essa ótica, constata-se que usuários desinformados disseminam informações falsas através de plataformas digitais, sobretudo as redes sociais, que denigrem a imagem de partidos e de candidatos políticos, prejudicando os debates e as campanhas democráticas. Ilustração disso é a divulgação fraudulenta de informações tangentes à adulteração de urnas eletrônicas brasileiras, em 2018, no Facebook. Dessa maneira, a propagação de conteúdos ilícitos na internet compromete a integridade das eleições no Brasil.

Portanto, pode-se inferir que a influencia das redes sociais nos debates eleitorais é um tema relevante que carece de soluções. Sendo assim, é necessário que ONG´s realizem ações socioeducativas, por meio de campanhas digitais no Twitter – ministradas por professores e agentes comunitários – que discutam os efeitos dos debates dos cibernautas no âmbito político, com o objetivo de assegurar a estabilidade das eleições tupiniquins. Ademais, o Estado deve investir na segurança virtual, por intermédio de tecnologias informatizadas (como logaritmos operacionais) capazes de detectarem “Fake News” na plataforma do Facebook, com o intuito de extinguir informações distorcidas, na internet, que prejudiquem o processo político. Corroborando, assim, para efetivar-se o que garante a Constituição Cidadã brasileira.