Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 16/10/2020
A expressão “dividir para conquistar” trata-se de uma estratégia, utilizada por diversos governantes, como por exemplo Napoleão, César, e muito explorada em obras do filósofo Maquiavel. A estratégia basicamente consiste em polarizar as pessoas, e atualmente faz com que o debate fique superficial, e assim torna mais fácil o controle sobre os cidadãos, e nas eleições de 2018 observou-se que as redes sociais potencializou isso. Esse método, que sempre mostrou eficiência, também é utilizado na contemporaneidade, principalmente na política, o que é motivo para a sociedade se preocupar, visto que, havendo polarizações, pessoas passam a defender figuras, quando o ideal seria a defesa de ideais e projetos.
Dessa forma, muito se utiliza as redes sociais para aplicar essa tática, visto que é uma maneira de disseminar discursos e opiniões em grande escala, e muitas vezes tira o foco do real assunto e dá mais importância para as figuras, o que corrobora para um debate público ineficiente. Isso associado ao fato de que as pessoas não têm o habito de se aprofundar em assuntos políticos, é preocupante, como o sociólogo Zygmunt Bauman disse “Na contemporaneidade, somos regidos por duas grandes tendências, superficialidade e imediatismo” o que faz a sociedade ainda mais suscetível a ser manipulada. A série “The social dilemma” demonstra como isso é feito, com relatos de pessoas que trabalharam e foram protagonistas dessas ferramentas, abordando as técnicas de manipulação de informações.
Contudo, é incontestável que as redes sociais, de certa forma, democratizaram o debate político. O fácil acesso à materiais de cunho político, como por exemplo: debates, explicações sobre funções parlamentares e etc, foram, em boa parte graças ás redes sociais, atingindo cada vez mais a sociedade brasileira. Entretanto, mesmo que tenha levado conteúdo político para os cidadãos, muitos usam de forma duvidosa, e em certos casos, de forma ilegal, o que caracteriza um desserviço à sociedade.
Sendo assim, medidas para que as pessoas não sejam manipuladas e feitas de massa de manobra são necessárias. Projetos que façam com que a sociedade fique mais crítica e não manipulável, em conjunto com fiscalizações, seriam medidas eficientes. Para tornar o ambiente digital mais seguro, o Ministério da Ciência e Tecnologia junto ao Ministério da Justiça devem criar mecanismos que ajudem a localizar discursos de ódio, notícias falsas, entre outros materiais desse caráter, e agir para que isso seja corrigido. Em outro espectro, o Ministério da Educação pode incluir uma matéria de cidadania na grade escolar, instruindo os jovens sobre como a sociedade funciona, ensinando tópicos que todos os cidadãos precisam lidar, de economia à política, formando assim, uma sociedade cética.