Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

As redes sociais são plataformas interativas entre seus usuários, muito utilizadas para fins de lazer. Entretanto, nas eleições de 2018 as mídias sociais foram uns dos principais meios de discussões políticas. Porém, tais manifestações de opinião política foram palco para as Fake News sendo um ataque a democracia e influenciando o processo eleitoral.                Primeiramente, a internet possui um sistema de conexão de públicos e publicações, ou seja, ocorre uma personalização de cada usuário, criando um perfil, aparecendo somente fatos relacionados aos seus gostos. Logo, esse sistema torna os navegadores “míopes” em relação às demais perspectivas existentes. Deste modo, pensando no processo eleitoral de 2018, uma pesquisa do Senado Federal revelou que: as redes sociais influenciaram o voto de 45% da população. Em síntese, as redes sociais por meio dos seus logaritmos, interferem nas publicações dos usuários, como foi o caso das eleições passadas.

Ademais, no último processo eleitoral, ocorreu um aumento das Fake News, falsas informações com o objetivo de manipular a opinião pública, que foram um ataque a democracia devido ao radicalismo político presentes nas publicações dos usuários. Em resumo, segundo o filósofo Voltaire “posso não concordar com nenhuma palavra do que você disse, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-las”. Paralelo a isso, todos temos o direito a manifestar nossas opiniões, no entanto, o compartilhamento de notícias falsas prejudica a veracidade das informações, comprometendo o senso de decisão dos cidadãos, e devem ser evitadas.

Portanto, é de suma importância que a Justiça Eleitoral, realize uma campanha com o lema “como reconhecer as fake News” divulgando os riscos das Fake News e ensinando como identificá-las, por meio das próprias mídias sociais - local em que se encontra o público que mais compartilha tais notícias - e propagandas em tv. A fim de que as falsas notícias deixem de influenciar o posicionamento político do cidadão.