Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 16/10/2020
Após o advento da internet — durante a Guerra Fria — houve um avanço no processo de comunicação entre os indivíduos em escala global. No entanto, hodiernamente, no Brasil, a “web” é utilizada para manipular as eleições do país. Nesse viés, deve-se analisar como as “fake news” e a falta de criticidade da população influenciam na problemática em questão.
É importante destacar, primeiramente, que a disseminação de notícias falsas é a principal responsável pela adversidade no corpo social brasileiro. Isso ocorre porque não há, em âmbito nacional, campanhas associadas ao combate dessa prática que é muito utilizada em épocas de eleição para manipular usuários e deixa-los mais propensos à alienação política. Assim, a sociedade brasileira, vista como democrática, estará distante de experimentar o equilíbrio e o estado de bem viver que, segundo Aristóteles — expoente filósofo grego — somente é alcançado com a política e a justiça.
Outrossim, seria ingênuo não observar que a baixa criticidade da população também afeta o resultado das eleições. Esse problema, no Brasil, assume contornos específicos haja vista que, segundo dados da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, 90% da população do país que possui acesso à internet, a utiliza para navegar nas redes sociais. Muitas dessas redes são veículo de disseminação de conteúdos eleitorais fraudulentos, que associado ao escasso senso crítico da população é responsável pela alienação política.
Evidencia-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para minimizar os efeitos da manipulação eleitoral no país. Logo, o Poder Público em parceria com o Facebook, deve fiscalizar, por meio de forças-tarefas, os conteúdos compartilhados nas redes sociais, além de criar uma área nos sites para que seja feita a denúncia de “fake news”. Ademais, é necessário, através de campanhas socioeducativas veiculadas pelo Facebook, aumentar a criticidade da população em relação às eleições. Assim, será possível que haja o equilíbrio e o estado de bem viver, proposto por Aristóteles.