Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 01/10/2020
“Pense, fale, compre, beba, leia, vote, não se esqueça.”, a canção interpretada pela cantora baiana, Pitty, mostra como as ações básicas humanas nos dias atuais, são influenciadas pelo meio digital, e o ato de votar também está incluso nessa ideia. Dessa maneira, o aumento do uso das redes sociais para campanhas políticas, resulta na eleição do melhor conjunto de estratégias de propaganda, e não nas melhores propostas políticas dos candidatos.
Primeiramente, segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, nas eleições de 2018, 45% dos eleitores decidiram o voto considerando alguma informação vista nas redes sociais. Contudo, nem todas as informações são confiáveis. Durante as campanhas do mesmo ano, a utilização de “Fake News”, ficou muito conhecida, essa estratégia consiste em disseminar notícias falsas sobre o partido e candidatos da oposição. Embora falsas, uma parcela da população não procura a proveniência da notícia, consequentemente, opondo-se ao partido difamado.
Ainda que a internet tenha seu lado negativo, as redes sociais auxiliam no maior alcance populacional. Como os jovens, que poucos são os que param para ouvir um debate na rádio, ou na televisão. Assim, eles podem ter uma maior participação e entendimento político, já que as campanhas são planejadas também para esse público, e dentro desse meio de comunicação. Porém, de acordo com o IBGE, 30 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à internet. Então, mesmo que importante, esse não deve ser o único meio, debates presenciais e campanhas levadas até as classes sociais mais desfavorecidas do país, são indispensáveis.
Em suma, é preciso que o Ministério Público Eleitoral fiscalize mais rigidamente as campanhas digitais, por meio de uma parceria com as marcas dos aplicativos. Para que a população tenha eleições mais justas e transparentes. Além disso, cabe a sociedade se atentar as propagandas políticas, com pesquisas de fontes confiáveis. Logo, seus votos não serão influenciados, nem manipulados, mas sim direcionados à boas propostas.