Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 06/10/2020

A internet, ou rede mundial de computadores, advém em plena Guerra Fria, período pós Segunda Guerra Mundial, marcada pela intensa polarização política, com objetivos inicialmente militares. O estabelecimento do perfil midiático e alcance da população em geral começou no ano de 1990, crescendo desde então em ritmo acelerado.

O sociólogo Émile Durkheim difundi que tanto a sociedade, como os fatos sociais possuem papel essencial na construção do pensamento individual. Quando assimilamos o cenário atual, percebemos o quanto o pensamento de Durkheim está inserido virtualmente. Inferindo então, o quanto as redes sociais – opiniões individuais – podem influenciar os processos democráticos da atualidade.

A tecnologia se manifesta como facilitadora da realidade, mas os pusilânimes e dissimulados na vida real, atuam mais disfarçados no mundo online. Conforme abordado pelo filósofo Luiz Felipe Pondé, em entrevista ao canal cultura, as redes sociais na política acabam por piorar a qualidade do debate, produzindo polarização, produção de violência e radicalização das posições.

Nestes termos, é observável o exemplo das eleições americanas de 2016. O republicano Donald Trump foi eleito em um cenário onde das redes socais determinaram profundamente o ritmo da eleição, particularmente pelas fake news. Se contemplarmos a importância americana sobre a esfera brasileira de 2018, conseguimos entender as respostas da pesquisa do IDEIA big data publicada no Estadão em 2017, onde a maioria das pessoas optaram como canal de influência na escolha do presidente nas eleições de 2018 a internet/redes sociais, seguidas pela mídia ampla.

Assim sendo, o Tribunal Superior Eleitoral, em conjunto com as instituições de regulamentação dos provedores de internet, deve providenciar uma série de anteparos que garantam a proteção da democracia do que é fantasioso e inverossímil. O Ministério da Educação também possui papel importante, implementando filosofia política no calendário público federal, para o desenvolvimento do cidadão intelectualmente engajado com os elementos constituintes da política e que não sejam ludibriados com as explanações online. As redes sociais podem ajudar ou não, depende de como nos protegemos.