Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 01/10/2020
“O dilema das redes” é a mais nova produção do “streaming” de filmes e séries de televisão: “Netflix”. Com o foco na discussão acerca da influência das redes sociais na vida das pessoas, o documentário tem atuação de ex-funcionários de grandes empresas que relatam um pouco de como tiveram participação no desenvolvimento da internet como ela é hoje. Dentre diversos tópicos, eles discutem a forma como as informações estão sendo cada vez mais disseminadas de forma rápida e espontânea, apontando para o que diz respeito às vantagens e desvantagens do seu uso, como foi discutido nas eleições para a presidência de 2018, no Brasil.
Em primeiro lugar, vale a análise dessa questão no contexto brasileiro. Segundo uma pesquisa da Ipsos e Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), apenas 10% da população brasileira não faz uso da internet para o acesso das redes sociais. Esse número, portanto, reflete na presença da interação digital e na facilidade em que as notícias são repassadas de indivíduo para indivíduo. Contudo, é importante destacar como esse impasse pode ser viável, por exemplo, no estímulo da participação em debates digitais e na democratização de conteúdo de caráter educativo e informativo, importante para a formação de um cidadão político.
Em contrapartida, diante dessa turbulência de material à disposição e a falta de norma a qual se encontra nesses dispositivos midiáticos, torna-se inevitável o aparecimento das “fake news”, ou seja, informação falsa que rapidamente é disseminada e considerada verdadeira, ainda que vinda de fontes desconhecidas e/ou suspeitas. Isso, consequentemente, é uma ferramenta que vem sendo muito utilizada por pessoas motivadas por interesses próprios que - em prol de beneficiar seu candidato direta ou indiretamente - criam noções distorcidas e equivocadas e compartilham-nas livremente como se fossem legítimas, interferindo crucialmente na decisão dos cidadãos nas votações.
Destarte, vê-se necessário a tomada de medidas que possam conter o agravamento da situação apresentada. As próprias redes que são palco desses acontecimentos, devem tornar incabível o compartilhamento de informações ilegítimas ou de fontes duvidosas. Também, o Ministério da Justiça, por meio de leis e diretrizes, deve tornar esse ato um crime pela suas interferências negativas na política e na submissão daqueles que se encontram diante dessa prática. Assim, com pleno arbítrio, agirão conforme a ordem democrática permite-os e não serão influenciados ou controlados durante as próximas eleições.