Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 14/10/2020
No documentário ‘‘Privacidade Hackeada’’ da plataforma de streaming Netflix, é retratada a manipulação das eleições presidenciais estadunidenses no ano de 2016, por meio da rede social Facebook. Analogamente, no meio prosaico é possível notar o crescimento do uso desses veículos digitais para discussões politicas, bem como o de medidas para manipulá-los para fins ideológicos. Esse cenário antagônico é fruto tanto do uso dessas mídias como fonte de informação, quanto do conflito de ideias em detrimento da harmonia social.
Precipualmente, é fulcral pontuar que o uso de redes sociais como fonte jornalística não é um meio seguro para se obter informação. Segundo um estudo da universidade de Oxford no ano de 2018, houve um crescimento de fake news promovidos por partidos e governos para manipular a opinião pública. Essa manipulação traz como consequência o fácil compartilhamento destas para um enorme número de pessoas, uma vez que se acredita na sua credibilidade, criando uma população mais alienada em relação ao seu âmbito nacional.
Ademais, é imperativo ressaltar que essa expansão da desinformação contribui para o conflito ideológico nas redes sociais. De acordo com a dialética do filósofo Hegel, o progresso histórico se dá pelo embate de uma tese com sua antítese, culminando em uma síntese. Entretanto, atualmente nos embates virtuais é notória a impossibilidade de diálogo para a formulação de um acordo, uma vez que se tem a intolerância como fruto das fake news. Essa intolerância pode muitas vezes se expandir da esfera virtual, causando impasses na esfera pública, resultando muitas vezes em violência verbal ou física.
Portanto, para desenvolver as discussões politicas, sem interferências manipulavas, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Comunicação, será revertido em campanhas de conscientização em canais abertos de televisão, acerca das fake news, visando atingir o maior público possível, e os educar sobre como conferir a veracidade das informações, que implicam diretamente na formação politica dos indivíduos. Assim, talvez, seja possível a concretização da dialética de Hegel e a formulação de sínteses mediante discussões politicas.