Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 12/10/2020
As redes sociais desempenharam um papel extremamente relevante nas eleições de 2018. Com isso, é interessante pensar que a internet poderia ser uma nova Ágora (praça usada para debates políticos na Grécia Antiga) o que seria benéfico à democracia, porém, nesse ano, o que se observou, predominantemente, foram as redes sociais sendo usadas de modo antidemocrático. Definitivamente, isso deve ser combatido de modo que não se repita em outras eleições.
Acerca disso, vale salientar, que as redes sociais são usadas por grupos políticos mal intencionados para manipular eleitores, isso merece grande atenção, pois, segundo o Ipsos e Fecomércio-RJ no ano de 2016 cerca de 70% da população brasileira tinha acesso à internet, ou seja, mais da metade dos brasileiros estão sujeitos a essa manipulação. Sobre isto, é válido trazer à tona o conceito de autonomia segundo Immanuel Kant (filósofo iluminista), para ele o indivíduo autônomo seria aquele que não aceita uma ideia antes de submetê-la ao tribunal da razão. Essa autonomia pode ser conquistada através da educação.
Além disso, outro ponto que deve ser abordado é o fenômeno das fake news (notícias falsas) que se destacou nessa eleição, agindo como um verdadeiro vírus antidemocrático o qual é espalhado pelas redes sociais e transcende desta para eleitores que nem têm acesso à internet, ele foi responsável por difamar instituições democráticas, prejudicar candidatos em benefício de outros, atacar opositores, etc. O impacto que esse fenômeno teve sobre a política nacional demonstrou a necessidade de combatê-lo.
Sendo assim, considerando os aspectos abordados fica evidente a necessidades de medidas para mitigar este problema. Para isso, o problema deve ser enfrentado em duas frentes: legislação e educação. Em relação a primeira, tramita no Senado Federal o Projeto de Lei nº 2630/2020 (PL das Fake News) que aborda de maneira pragmática essa questão. Já em relação a educação a melhor maneira de enfrentar a problemática é que os professores de sociologia abordem a questão da manipulação nas redes sociais (isso inclui as fakes news) em sala de aula, isso é importante porque muitas vezes essa manipulação aparece de forma tão elaborada que até mesmo os mais esclarecidos têm dificuldade de percebe-la, com isso, espera-se que o público afetado seja capaz de pensar por si próprio e tornando-se imune à manipulação de política.