Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

O documentário “O dilema das redes”, da plataforma Netflix, demonstra as estratégias utilizadas pelos idealizadores de algoritmos e design das redes sociais, evidenciando uma estrutura de cores e espaçamento que mantenham o internauta conectado e preso ao aplicativo ou site. A partir disso, é possível identificar no panorama eleitoral brasileiro, que a intensificação do uso das redes esbarram na autopropaganda de políticos e a disseminação de fake news.

Inicialmente, é fato que as mídias sociais podem ser consideradas grandes vitrines de exposição, tanto de imagem quanto de opiniões. Tendo em vista que, o candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, somou seis pontos nas pesquisas do Ibope e ganhou mais seguidores após uma live com duração de 24 horas. Semelhante à teoria de Isaac Newton, ação e reação, a qual toda interação bem sucedida, mais uma parcela eleitoral é conquistada. Evidencia-se, portanto, que um bom engajamento nas redes favorecem uma parcela da população à votarem em determinado candidato.

Além disso, vale destacar que a internet tornou-se terreno fértil para a criação e disseminação de fake news. Uma vez que, nas eleições de 2018, o então candidato à presidência Jair Bolsonaro, mesmo sem comparecer a nenhum debate, venceu nas urnas com uma campanha baseada em atacar seus concorrentes com imagens distorcidas ou notícias falsas, como por exemplo, distribuição de kit gay nas escolas e mamadeiras com formato semelhante ao órgão genital masculino. Ressaltando, dessa forma, a ameaça à uma campanha eleitoral saudável e justa para todos.

Destarte, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de verba governamental, aliado às secretarias municipais, crie uma série de vídeos explicativos que auxiliem os cidadãos a identificarem notícias errôneas, e detalhem como investigar a veracidade de um site ou mensagem recebida, sugerindo ao interlocutor que procure em outras fontes mais populares e seguras. Para assim, alcançar práticas eleitorais que saibam utilizar os meios digitais de forma legítima e eficaz.