Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
Na Antiguidade, com o voto direto, permitia-se que o cidadão discutisse e votasse na proposta de um determinado candidato pensando no bem comum da pólis; é indubitável, mesmo que o sistema de voto tenha sido alterado, que atualmente, o que antes era chamado de Ágora (Praça Pública - onde discutiam política) agora se tem por Rede Social, aonde, tendo informações e, ao mesmo tempo compartilhando outras, pode alterar o curso natural de uma candidatura de um político, quando visado a ação de “digitais influencers” e das fakes news.
Para começar, uma pesquisa realizada por uma gestão norte-americana especialzada em redes socias — Hootsuite, aponta que 62% da população brasileira tem acesso às redes sociais, sendo que, 92% destes as usam em aparelhos de celulares; assim, fica evidente a presença de tal meio no cotidiano do cidadão e, consequentemente, o deixando sensível às opinião de digitais influencers (produtor de conteúdo que utiliza seus canais online para influenciar comportamentos). Em virtude de comentários, repostagens ou conteúdos próprios — benéficos ou não — têm influenciado a decisão de muitos eleitores nas urnas de votação, que por uma provável alienação acabam por fazer escolhas que não são próprias e espalhar discursos que atacam os da oposição, com o claro intuito de atrair mais pessoas a favor do concorrente que deseja e automaticamente para o influencer que apoia.
Em segundo âmbito, em uma questão de causa-consequência, quando se opôe a um determinado candidato em uma rede social, acaba por espelhar notícias e por vezes sem pesquisar as fontes oriundas, disseminando as famigeradas Fake News, que como o próprio nome ressalta, são notícias falsas a fim de legitimar um ponto de vista e prejudicar uma pessoa ou grupo. Haja vista o uso desenfreado destas notícias mentirosas nas eleições de 2018, os políticos, as imprensas e até a Justiça Eleitoral (segundo o portal G1 saiu um boato de que na urna ao se apertar o número “1” aparecia a foto der um determiado candidato antes de pressionar o segundo dígito e confirmar) tiveram que se desdobrar antes que as tais fossem mais espalhadas e chegassem àqueles que não tinham como se aprofundar no assunto, por não ter um meio (celular, computador, etc) ou ainda ser analfabeto.
Em suma, o usuário deve ter conciência e sabedoria ao usar suas redes sociais para que uma série de problemas não seja desencadeada, a fim de tornar um ambente melhor e de conhecimento para os que o acompanha; para isso é necessário pesquisar as fontes que geraram determinada informação antes de reproduzi-la e sempre deixar claro, através de vídeos ou escrita, que cada um tem o poder de escolher quem quiser nas eleições, para que, assim, as redes sociais possam ser, com notícias verdadeiras e usuários com opinião própria, definitivamente como as Ágoras da Grécia Antiga.