Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 10/10/2020
“Até que os direitos humanos sejam igualmente garantidos a todos, haverá guerra." Na obra musical “War”, do artista jamaicano Bob Marley, cria-se a ideia da prevalência de conflitos, enquanto houver desigualdades, acreditando que só haverá paz em uma sociedade justa e harmoniosa. Seguindo essa análise, O papel das redes sociais nas discussões políticas segue um contexto semelhante ao da obra, em que a ascensão da “guerra” ideológica no campo digital bem como a manipulação das redes para uso político gera um ambiente marcado por mentiras e acusações, devendo-se combater. Primeiramente, é fulcral pontuar que a manipulação dos meios de comunicação tem raízes históricas, devendo ressaltar o período da ascensão nazista na Alemanha, no qual o uso da propaganda como forma de autoafirmar uma imagem de liderança carismática de Adolf Hitler, buscando maior apoio das massas. Segundo o pensador Thomas Hobbes: “o Estado deve condicionar o bem-estar populacional.” Entretanto, essa realidade é oposta no Brasil. Assim, a distorção de informações para uso político vem crescendo com a criação das redes sociais, em que a comunicação se torna quase instantânea, possibilitando a criação de perfis “fakes”. Segundo o portal de notícias UOL, já foram gastos cerca de 2 bilhões de reais entre 50 países, em esquemas de manipulação cibernética, criando uma sociedade alienada e culminando para o crescimento da intolerância, necessitando-se combater tal imbróglio.
Ademais, ressalta-se que o aumento da violência e do preconceito são consequências dessa “guerra” ideológica desde o Período Imperial, em que disputa entre liberais e conservadores pelo poder acabou excluindo grupos minoritários, contribuindo para insatisfação popular. Partindo desse pressuposto, a polarização política se fez predominante na era digital, em que, segundo o portal de notícias G1, cerca de 70% dos brasileiros tem acesso a internet, colaborando para a discussão de ideias e críticas políticas que muitas vezes acabam em discussões e violência verbal, como afirma a socióloga Nathália Ziê. Dessarte, a obra de Marley fica notória sob o contexto atual, e mostra que a “guerra” continua.
Dessa maneira, o papel das redes sociais nas discussões políticas deve ser analisado. Então, cabe ao Poder Legislativo em parceria com Ministério da Cidadania, criar e aprimorar leis e investir em campanhas e projetos sociais do tipo “slice of life”, que busca com exemplos do cotidiano, envolver o público alvo, para assegurar os direitos de liberdade de expressão e a consciência do debate político. Para isso o Senado, por meio de parcerias com banqueiros, deve formar fundos de verbas a fim de oferecer cobertura monetária para manter o projeto, e assim combater os responsáveis pela disseminação de notícias falsas, propondo criar uma sociedade mais tolerante e tornando as redes sociais mais seguras, pondo fim a essa “guerra".