Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 02/10/2020
O sociólogo francês Émile Durkheim dizia que a sociedade e os fatos socais possuem papeis essenciais na formação dos pensamentos dos indivíduos. Nessa perspectiva, as diversas evoluções ocorridas durante os séculos, proporcionaram o aumento da população que utiliza as redes sociais. Com isso e, analogamente ao pensamento do sociólogo, apesar de possuir seu lado positivo, as redes sociais podem afetar negativamente o rumo do país e influenciar as escolhas dos cidadãos, principalmente, no que diz respeito as eleições democráticas.
Primeiramente, deve-se considerar que devido à Terceira Revolução Industrial, no século XX, a inclusão digital torna-se cada vez mais presente no cotidiano dos seres humanos. Segundo dados do IBGE, aproximadamente 70% dos brasileiros possuem acesso a esse espaço. Nessa conjuntura, é possível concluir que, quando usada de forma consciente, a internet pode ser uma ferramenta que fortalece os sistemas democráticos, uma vez que através delas, é possível realizar discussões e conhecer melhor as propostas dos candidatos.
Ademais, vale salientar que muitos governantes usam desse meio para manipular opiniões e propagar notícias falsas para o público. Nesse viés, a filósofa Hannah Arendt, com o conceito “a banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano e corriqueiro. Haja vista que a manipulação é vista como algo comum, porém representa um grande problema para ordem política e social, como por exemplo, a falta de pensamento crítico. Dessa maneira, fica claro que medidas são necessárias para combater a prática dessas atitudes, a fim de proporcionar a qualidade das discussões políticas e um justo resultado nas eleições.
Em suma, é extremamente importante que o Estado -responsável pela comodidade social- beneficie, por meio da inserção de impostos, as empresas de eletroeletrônicos que concederem descontos aos portadores de bolsa família, para que a incorporação tecnológica esteja presente em todos os âmbitos e seja mais fácil o conhecimento sobre os assuntos de votação. Além disso, as ONGs, aliadas à mídia, devem criar uma cartilha para informar a população sobre como obter segurança no mundo virtual. Nela, os navegantes seriam guiados a olhar a fonte e todas as informações importantes da matéria, para comprovar sua veracidade. Com isso, seria possível reverter a problemática e contribuir para o lado positivo da formação de pensamento propagada por Durkheim.