Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 07/10/2020

Importantes criadores e participantes das atuais plataformas de mídias sociais se uniram na criação de um documentário, “o dilema das redes”, para deixar às pessoas um alerta: “As redes sociais estão perdendo sua função informativa original e passando a ser um meio de manipulação de massas.” Essa, torna-se uma problemática extremamente relevante nos dias de hoje, uma vez que, a internet se consolidou de uma forma tão poderosa na esfera social que desempenha grande influência até na campo da política. Diante disso, torna-se necessário o combate à esse grupo mal intencionado que faz uso das redes, ameaçando a vida social, por meio das discussões e articulações políticas manipuladas.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que as redes sociais são de extrema importância e relevância para a vida moderna, entretanto, o seu mau uso proposital gera consequências catastróficas, a exemplo da perda de veracidade no campo político. Eleições fraudulentas, disparos massivos de mensagens irregulares, criação de perfis “fakes” em apoio à algum candidato, são alguns dos inúmeros exemplos de como pessoas mal intencionadas podem fazer uso das redes visando manipulação em massa. Assim sendo, fica claro perceber o desastre criado a partir disso em âmbito político.

Uma outra consequência proveniente dessa irregularidade recai sobre a população, que acaba sendo vítima de manipulações políticas, através das redes. Prova dessa fragilidade social é facilmente percebida no escândalo “Pizzagate”, ocorrido em 2016 na cidade de Washington, uma vez que uma grande circulação de informações falsas, acabou manipulando pessoas em massa ao engano. Portanto, não restam dúvidas de que essa rotatividade de “fake news”, não só afeta como destrói a vida social da população, que acaba ficando mais propensa a cair em manipulações políticas, por exemplo.

Diante do exposto, fica evidente que o mau uso das redes sociais, não só da lugar às articulações e manipulações políticas, como também afeta toda a população, que se torna vítima de enganos. Sendo assim, cabe às próprias equipes administrativas das plataformas de redes sociais- já que  são através desses canais de comunicação que toda informação circula- o papel fiscalizador desses dados, por meio de centrais específicas que averiguem a veracidade das informações a serem transmitidas. Além disso, a própria população pode fazer a sua parte, através de denúncias sobre perfis falsos, informações adulteradas, disparos massivos de mensagens e quaisquer outras irregularidades, principalmente no que diz respeito à política. Dessa forma, os que procuram se utilizar das redes para articulações políticas serão impedidos, e as plataformas virtuais não mais serão usadas como instrumento de manipulação em massa e desinformação social.