Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 05/10/2020

Durante a Terceira Revolução Industrial, ocorreu um grande avanço tecnológico, o que mudou o processo de situações na sociedade contemporânea. No contexto social vigente, é notório que papel das redes sociais nas discussões políticas se encontra em um estado dificultoso, se tornando uma problemática preocupante no Brasil. Dessarte, é evidente que esse impasse é corroborado seja pela propagação de “fake news”, seja pelo discurso de ódio nesse âmbito.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a proliferação de notícias falsas interfere negativamente no papel das redes sociais nas discussões políticas. Paralelo a isso, esse panorama é tratado no “Mito da caverna”, proposto pelo filósofo Platão, que falava sobre prisioneiros acorrentados em uma caverna e que entendiam como o mundo apenas aquilo que lhes era mostrado a partir de sombras projetadas a sua frente. Hodiernamente, é nítido que parcela da sociedade compactua com o ato de espalhar notícias sem autenticidade, uma vez que negligencia a ação de verificar a veracidade dessas informações. Consequentemente, há uma disseminação desenfreada de notícias fictícias. Desse modo, pode-se observar que as “fake news” são um óbice no papel das redes sociais nas discussões políticas.

Deve-se abordar, ainda, que o discurso de ódio contribui para a dificultação do papel das redes sociais nas discussões políticas. Diante desse fato, é válido lembrar que na música “Inácio da catingueira”, o cantor Emicida discorre sobre as situações de predominância do sentimento de ódio nas pessoas em determinadas situações. Cotidianamente, é perceptível que em parte a população é culpada por induzir a perpetuação do discurso de fúria adjunto das discussões políticas nas mídias tecnológicas, no momento em que propõe a banalização da raiva no meio social. Em decorrência disso, advém uma contínua manifestação de antipatia nesse núcleo. Destarte, é incontestável que o próprio indivíduo é responsável por intervir erroneamente no papel das redes sociais nas discussões políticas.

Infere-se, portanto, que o papel das redes sociais nas discussões políticas ainda é um feito complexo. Dessa maneira, cabe a Escola e o Governo trabalhar juntos para que a desinformação acabe e os direitos dos os cidadãos sejam respeitados, por meio de palestras nas instituições de ensino para esclarecer os riscos da difusão de “fake news”, e com a presença de um especialista em direitos civis abordar assuntos como o dever de respeitar os direitos dos outros indivíduos em todas os locais, a fim de que a ignorância não mais tenha espaço no núcleo social. Dessa forma, o Brasil poderá alcançar um estado socialmente desenvolvido.