Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 03/10/2020
Mídias Sociais e a Democracia
As redes sociais, nos últimos anos, foi a principal responsável por “dar voz” a quase todos os cidadãos, independente de suas condições socioeconômicas. Desta forma ,no Brasil, se por um lado, a internet serviu como uma ferramenta de denúncia e de propagação de notícias útil a sociedade, por outro, deu margem para a disseminação de “fake news”. Assim sendo, a política, como um todo, desde deputados à presidentes, foi atingida, tanto positivamente quanto negativamente, pela mídias virtuais.
Indubitavelmente, a internet, amplificou o cenário político atual, fazendo com que tanto os ideais quantos as propostas de um determinado candidato chegasse mais rapidamente para a população. Como prova disto, são as transmissões ao vivo do Presidente da república pelo Facebook. Outrossim, é a quantidade de conteúdo veiculado pelos principais meios de comunicação nas mídias sociais, deixando informado, de forma fácil, os internautas.
Todavia, nem tudo que está na rede é verídico. Em 2018, ano de eleições presidenciais, o Facebook retirou do ar uma série de contas e páginas usadas pelo MBL (Movimento Brasil Livre) para disseminar notícias falsa. Com isso, não há dúvidas que esse tipo de comportamento contamina o cenário democrático de um país, uma vez que as fakes news podem ser usadas para assassinar a reputação e oprimir o candidato concorrente.
Em suma, as mídias virtuais tem um papel importante de diversificar e maximizar o discurso político. Porém, quando usada de forma criminosa pode vir a ser uma ameaça para um país democrático. Deste modo, cabe ao tribunal Superior Eleitoral (TSE), em parceria com as principais redes sociais e com o apoio popular, criar um programa no âmbito Federal, que monitore publicações suspeitas que fora denunciadas, anteriormente, por usuários. Somente assim, haverá um queda significativa na circulação de conteúdos falsos e ao mesmo tempo democratizar o espaço político.