Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 13/10/2020

No documentário Dilema das Redes, é retratada a forma como a internet manipula as pessoas e o quanto esta se tornou nociva frente à manutenção de debates democráticos. O tema abordado no documentário corrobora o papel que as redes sociais desempenhou nas discussões políticas das eleições de 2018 no Brasil, visto que houve aumento  polarização política e disseminação de fake news; fato prejudicial às discussões políticas de forma saudável. Nesse contexto, analisar as causas dessa problemática é de fundamental importância na busca de soluções para tal fato social na prática.

É importante ressaltar, de início, que a manipulação de dados dos usuários teve papel importante na intensificação da polarização política. Nesse sentido, nota-se que a falta de contato com diferentes pontos de vista tende a fazer com que o indivíduo pense sempre da mesma forma, sem ser questionado; ou seja, o usuário das redes sociais tem seus dados manipulados a sugerir como “amizade” apenas pessoas que pensam da mesma forma. Além disso, os usuários são direcionados para informações e notícias que compactuam com a sua forma de pensar. Dessa forma, nota-se que a internet não foi favorável a debates democráticos nas eleições de 2018, pois aumentou a polarização política.

Ademais, a propagação de notícias falsas foi fundamental para que o atual presidente vencesse as eleições de 2018. Fato comprovado pela confirmação de Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do whatsapp, o qual afirmou que empresas fizerem disparos massivos de notícias favoráveis à candidatura do atual presidente  . Nesse sentido, vê-se que as fake news e mensagens favoráveis à candidatura de Jair Bolsonaro tiveram um papel decisivo nas eleições de 2018 e foram um ataque à democracia e à liberdade de pensamento. Nota-se, por isso, a necessidade de combate a esse tipo de conteúdo.

Infere-se, por fim, que a polarização política e a propagação de notícias não verídicas são uma ameaça aos debates políticos e à democracia. Logo, o Ministério da Educação, juntamente por meio do financiamento do Governo Federal, deve implementar na grade curricular das escolas uma disciplina de educação política, que tenha como objetivo ensinar os jovens a pensarem por si, a fim de que estes não sejam persuadidos por dados controlados pelas redes sociais. Ademais, o ministério da justiça deve cobrar multas de  empresas que disparam fake news nas redes sociais, a fim de que essas empresas divulguem  apenas informações livres de sensacionalismo. Somente assim, o Brasil será um país mais plural e munido de discussões políticas livres de polarização.