Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 03/10/2020
Proclamação da verdade
O papel da imprensa foi decisivo para grandes acontecimentos da história brasileira, como a queda de Dom Pedro II seguido da Proclamação da República. Analogamente, no século XXI, apresenta-se uma ferramenta com grande poder de dispersão de dados: as redes sociais. Consequentemente, atos mal-intencionados que se aproveitam desse potencial informacional tomaram mais forma e é necessário combatê-los.
Segundo o pensador John Locke, o Estado deve garantir a liberdade do seu povo. Tendo isso em mente, é importante destacar que ações estatais devem ser tomadas a fim de bloquear o ciclo manipulador das informações falsas. Por outro lado, medidas impostoras que se autodenominam “democráticas” podem se infiltrar nas redes sociais e silenciar grupos políticos sistematicamente.
Dessa forma, a intervenção do Estado nesse tipo de situação deve optar pela exigência da deleção de perfis e postagens somente na infringência dos Direitos Humanos. Adicionalmente, para evitar os casos mais leves de “fake news”, os órgãos governamentais tem a obrigação prévia e contínua de orientar os internautas durante a utilização da “web”.
Por isso, a articulação do Ministério da Educação (MEC) e dos órgãos da segurança pública em prol da veracidade informacional virtual, por meio de palestras e campanhas para a conscientização dos alunos nas escolas, é essencial para o combate às notícias falsas, visto que existem grandes chances dos pais dos estudantes também se engajem na problemática. Além disso, os serviços de inteligência dessas organizações corroboram para a indentificação daqueles que ferem os Direitos Humanos na “internet”. Assim, muitos anos depois da Proclamação da República, teremos a “Proclamação da Verdade”.