Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 08/10/2020
Na obra clássica “Triste fim de Policarpo Quaresma”, é retratado a intricada situação para viabilizar a valorização do Estado brasileiro. Assim, o relato insere o personagem Quaresma, um funcionário público que cultiva o sentimento de orgulho pela sua nação e idealiza o progresso para o Brasil. Paralelamente, bem como a aspiração da narrativa foi fracassada, o país contemporâneo segue a mesma ótica ao observar a influência das redes sociais nas discussões políticas.
Primeiramente, faz-se necessário destacar que debater sobre política já era costumeiro desde a Grécia Antiga, na Ágora. A partir da inovação do mundo cibernético, brasileiros têm sofrido com a manipulação de partidos, os quais utilizam de técnicas para fomentar discussões favoráveis aos seus interesses. Tal perspectiva pôde ser observada na disputa presidencial de 2018.
Ademais, a ausência de senso crítico, sendo este construído com base em conhecimentos, gera problemas. De acordo com o pensamento de Sócrates, a busca pelo saber culmina na transcendência. Contrapondo a essa visão, ao constituir uma sociedade findada ao despreparo racional, torna-se menos complexo instigar perspectivas políticas, pois não terão muitas argumentações contrárias.
Infere-se, portanto, que medidas sejam enquadradas a fim de minimizar os efeitos das redes sociais nas discussões políticas. Sendo assim, os órgãos competentes à educação - responsáveis pela capacitação intelectual e formação crítica dos indivíduos - devem introduzir, já no ensino fundamental, discussões políticas de forma lúdica, a fim de corroborar com a racionalização dos alunos. Além disso, cabem às Secretarias de Educação dos municípios disponibilizar palestras mensais direcionadas a toda população com temas relevantes ao contexto cibernético, com o intuito de minimizar as influências das redes sociais. Somente assim o desejo de progresso, tão almejado pelo personagem Quaresma, poderá se concretizar.