Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 13/10/2020
O DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, foi criado no Estado Novo com o objetivo de passar para as pessoas uma visão otimista de Getúlio. Na contemporaneidade, observa-se esse mesmo tipo de ação realizada através das redes sociais, que hoje detém grande poder de influenciar o público eleitor sobre as discussões políticas. Contudo, torna-se um meio de coersão da liberdade de pensamento e também da eliminação da idoneidade de uma pessoa através da disseminação de notícias falsas.
Em primeira análise, é mister analisar o quanto as redes sociais podem contribuir para uma alienação do cidadão sobre as questões políticas. Na atualidade, as mídias são bombardeadas de informações o tempo todo, e quando se trata de assuntos relacionados a política, causa uma certa preocupação devido a essa explosão de informações terem o poder de alienar uma pessoa sobre sua decisão partidária, inibindo a sua liberdade de escolha que deveria ser garantida pelo Estado. Segundo o Instituto DataSena, 45% dos votos são influenciados pelas redes sociais, o que confirma a necessidade de controlar esses meios.
Em segunda análise, vale salientar que as redes socias viraram a melhor forma de propagação de “fake news”, o que muitas vezes acaba colocando em risco a honra do candidato. A divulgação de fatos inverídicos sobre os candidatos configura-se um crime eleitoral, e tais ações são facilitadas através da internet, onde o indivíduo se sente protegido e mascarado atrás de uma tela de computador ou celular. Essas atitudes acabam provocando o constrangimento dos candidatos perante os eleitores que acabam sendo influenciados pelas notícias falsas.
Portanto, buscando elaborar uma política de forma mais democrática, o Governo Federal deverá buscar juntamente com os criadores dos meios midiáticos como Facebook, WhatsApp, Twiter etc, formas de filtrar as publicações sobre as discussões políticas, inibindo apenas as publicações que ferem a idoneidade do candidato e que transmitam fatos caluniosos, evitando a disseminação de notícias falsas que possam prejudicar os eleitores de escolherem de forma segura o seu candidato. Apenas assim, conseguirá diminuir os impactos negativos causados pelas mídias nas discussões políticas.