Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 03/10/2020
Durante a República Oligárquica no Brasil, o sistema de eleições ocorria em currais eleitorais e sofria uma forte influência do voto de cabresto, o que acabava ganhando forças devido a falta de abertura para a discussão do tema. Contudo, com o avanço da tecnologia e a popularização das mídias sociais, os debates sobre as políticas se ampliaram. Assim sendo, as redes ajudam na tomada de decisões sobre o governo através da argumentação mas também são as grandes responsáveis pela propagação das Fake News.
Segundo Steve Jobs, um dos criadores da Apple, a tecnologia move o mundo. Nesta lógica, o uso das mídias para os debates políticos vai de encontro com seu pensamento, uma vez que podem ser usadas para reflexão e diagnóstico da condição política do país, ajudando em escolhas como partidos e representantes e até mesmo promovendo manifestações virtuais, tendo como exemplo a Primavera Árabe.
Apesar das vantagens da utilização da internet para a política, ainda é muito presente a propagação de notícias falsas - as Fake News, cujo principal objetivo é deturpar a opinião daqueles que são contra o governo vigente. As Fake News são objetos de manipulação tal como é apresentado no documentário “Privacidade Hackeada”, o qual relata a influência do Facebook em uma eleição Norte Americana.
Diante dos fatos citados, é evidente que se faz necessário uma fiscalização, por parte do governo, à sites que podem estar alternando fatos e deixá-los livres de influências, uma vez que as soluções das Fake News se aplicam principalmente à autoridades governamentais. Ademais, a população também pode corroborar com o desaparecimento de notícias falsas através de pesquisas em fontes de confiança.