Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 12/10/2020
O desenvolvimento da tecnologia na Revolução Industrial, atrelado com o processo de globalização, possibilitou quase que por completo a distribuição do uso da internet nos continentes. De certo, a sua frequência no cotidiano aumentou, sendo assim, surgiu diferentes meios práticos de comunicações, como as redes sociais, que facilitou a convivência no mundo. Dessa forma, suas participações em questões políticas passaram a influenciar nos resultados de eleições para candidatos a cargos públicos e promovem discussões no meio midiático.
Primordialmente, com a decadência da Idade Média e o início da formação dos Estados Modernos, a forma de governo absolutista ganhou força na Europa, em que o monarca era portador de um poder vitalício, sendo considerado um representante divino irrefutável. Além disso, o privilégio das classes sociais que abrangiam o clero e a nobreza deixava o restante da população em condições de extrema desigualdade em comparação à eles e sem direitos políticos para manifestar seus interesses. Por razões como essas, o acesso a internet foi de tamanha importância para a liberdade de expressão da sociedade no geral, cujas funções são variadas, inclusive, para promover debates sobre questões políticas e, assim, conseguir alcançar proporções maiores que antigamente.
Nesse sentido, com a crise do segundo império, no dia 15 de novembro de 1889 foi proclama a República no Brasil, forma de governo na qual o Estado se constitui de modo a atender o interesse geral dos cidadãos. Destarte, com o decorrer dos anos, vários métodos distintos de eleições foram estabelecidos, desde o voto censitário até a participação democrática da população brasileira, fatos que mitigaram, mesmo que em pouca escala, a desigualdade política do país. Aliado a isso, o papel da internet de inclusão nas discussões políticas, influenciaram, em parte, nas eleições, todavia, ao espalhar, muitas vezes, notícias falsas para promover a imagem de determinado candidato.
Mediante o elencado, faz-se necessária a participação do próprio meio midiático, que por meio da campanha de conscientização “Política Justa”, deverá ser divulgada por jornalistas e influenciadores digitais, abordando a importância da manutenção da integridade nas notícias eleitorais, publicadas tanto nas redes sociais quanto nos jornais influentes das emissoras televisivas e da internet, com o intuito de minimizar a disseminação de propagandas falsas que influenciam de maneira negativa. Ademais, é indispensável a ação do Poder Executivo, em colaboração com o Judiciário, na eficácia da aplicação de uma lei que deve punir pessoas mal intencionadas que buscam comprometer a liberdade de expressão e promover o discurso de ódio nos vários ambientes de comunicações, para assim, evitar a proliferação de correntes falsas das eleições e fazer jus aos benefícios advindo da globalização.