Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 03/10/2020
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, percebe-se a mesma condição no que se refere ao papel das redes sociais nas discussões políticas do Brasil, que segue tomando caminhos preocupantes sem uma intervenção que o resolva. Diante disso, observa-se um grave problema, já que, mesmo sendo um veículo essencial para o acesso à informação, a internet também oferece riscos aos usuários, uma vez que é considerada o lar das “fake news”.
Em primeira análise, vê-se o fácil acesso às informações nas redes como algo positivo a ser zelado. Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de um indivíduo determinam seu entendimento a respeito de mundo. Logo, se as pessoas não recebem conhecimento adequado sobre a vida política de seu país, elas serão alienadas, facilmente manipuláveis e não cobrarão seus direitos como cidadãos - o que representa uma infeliz problemática.
Entretanto, encontra-se um desafio na temática ao observar a questão das “fake news”. Nesse sentido, contrariando o ditado popular “a mentira tem pernas curtas”, pode-se afirmar que na internet as mentiras tem pernas bastante longas, já que, nela, tudo se propaga rapidamente e pode atingir grandes dimensões, espalhando, assim, notícias falsas para todo o Brasil. Ademais, essas mentiras virtuais afetam – de forma injusta – negativa ou positivamente a imagem de um candidato ou de um partido político, influenciando, dessa forma, a opinião dos eleitores e podendo acarretar em inúmeras consequências indesejadas.
Portando, visto a importância das redes sociais para o cidadão político, mas, também, seu lado perigoso, torna-se necessário desenvolver medidas que ajam sobre o impasse. O Governo Federal, mediante a mídia, deve incentivar o povo brasílico a fazerem suas pesquisas em fontes confiáveis e a sempre conferirem a procedência das notícias que encontram – isso tudo por meio de palestras em canais televisivos de alta audiência. O objetivo é tornar os usuários conscientes das ameaças presentes nas redes e fazer com que se informem de maneira mais segura. Só assim, com base na Primeira Lei de Newton, esse problema sairá da inércia.