Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 04/10/2020
O mau uso das redes sociais
Um dos importantes canais de fluxo de informações na contemporaneidade é a rede social. Esse meio intensificou trocas culturais e financeiras em todo o planeta e tornou a relação entre indivíduos mais próxima. Ademais, fomentou o debate em um dos assuntos mais importantes da sociedade como nunca visto antes: a política. Apesar de ampliar o acesso e esse tipo de discussão a mais pessoas, seu crescimento se deu de forma desordenada. Nesse sentido, o não entendimento dos civis sobre o funcionamento desse meio e a falta de políticas públicas contra seu uso indevido prejudicou o pleno exercício da democracia nas eleições de 2018 no Brasil.
Em primeiro momento vale salientar como os usuários das redes sociais não têm noção de seu verdadeiro funcionamento. Isso ocorre pelo fato de seu acesso necessitar apenas de internet e praticamente não ter burocracia: para criar uma conta basta colocar dados como e-mail e celular no geral e selecionar um item contemplando que os termos de uso foram lidos. Esse é o problema, o fato de não ler que tipo de contrato está se assumindo com a empresa e, o principal, para onde os dados pessoais estão indo. Como consequência, tais informações podem ser utilizadas de maneira indevida, como manipulação de opinião para aumentar a quantidade de votos em uma eleição, por exemplo.
Outro ponto importante a se destacar é a falta de políticas públicas para que se faça o uso saudável desses meios de comunicação. Apesar de seu uso massificado ser algo inédito do século XXI e a humanidade não ter tido experiência anteriormente com isso, o poder público, aqui no Brasil ao menos, antes das eleições de 2018, já deveria ter se adiantado e procurado por meios de melhorar o ambiente virtual, tendo em vista que os Estados Unidos foram palco de manipulação de usuários e espalhamento de notícias falsas dois anos antes. Nesse sentido, medidas devem ser feitas com o intuito de evitar tal tipo de situação, contudo, não devem restringir a liberdade de expressão.
Com base no que foi apresentado, cabe à esfera pública e à sociedade a responsabilidade de mudar esse cenário. Para isso, a Câmara dos Deputados deve aprovar uma lei que proíba anúncios políticos nas redes sociais e puna os candidatos proibindo eles de participar de novas eleições e os partidos – diminuindo a sua representação no legislativo e executivo. Além disso, o Ministério de Ciência e Tecnologia, em parceria com o Ministério da Educação, deve promover cursos em escolas, faculdades e espaços públicos para toda a sociedade sobre o funcionamento das mídias sociais, a fim de conscientizar a população. Apenas assim, o uso dos meios sociais digitais poderão realmente ajudar no pleno exercício democrático.