Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 04/10/2020
A tecnologia e principalmente o acesso à internet, são cada vez mais necessários perante a nossa sociedade atual, dentro disto o uso das redes sociais se tornaram mais marcantes na vida dos indivíduos, ainda mais em tempos de pandemia, que introduziu um novo normal a sociedade, logo em um ano de eleições municipais pelo Brasil. Diante disto, é discutido até que ponto se torna benéfico a democracia o uso destas redes, e quando que se inicia os pontos negativos da mesma.
A priori, a introdução das redes sociais criou novos espaços para a distribuição de informações e realização de debates sobre diversos assuntos. Apenas possuir esta possibilidade, já é considerado algo benéfico a democracia e a própria sociedade. Pois através disto ainda mais indivíduos são introduzidos a novas opiniões e olhares, decorrendo diversos processos dialéticos que possibilitam a construção da consciência de cada um. Sendo semelhante a “ação afirmativa” defendida pelo filósofo Jürgen Habermas.
Entretanto tudo isto é baseado em uma visão ampla da situação, pois na realidade, as redes sociais possuem maneiras de controle dos dados difundidos, seja baseado em relevância das postagens ou na análise do histórico de cada usuário. Estas maneiras podem ser consideradas invasivas, no entanto, muitas já são advertidas nos termos de uso destas redes, pois desta forma se torna possível realizar negócios com empresas para produzir anúncios cada vez mais precisos. Porém, o perigo a democracia se encontra no uso equivocado destas ferramentas, baseando se na difusão de noticias falsas, defesa de posicionamentos extremistas. Desta maneira a indução dos indivíduos a adotarem estes comportamentos, é o que realmente ameaça a possibilidade de debates e utilização de informações comprovadas, levando por fim a capacidade de influenciar uma eleição.
Mediante a isto, introduzimos esta nova década diante de verdadeiros dilemas, analisando pontos positivos e negativos das redes sociais. Entretanto deste o início é necessário o reforço a campanhas, vindas de diversas instituições sejam públicas ou privadas, sobre a conscientização em relação as redes sociais e o perigo das notícias falsas. Desta forma a sociedade pode se tornar mais consciente e ativa, podendo alertar as empresas donas destas redes sociais a introduzir maior transparência sobre o uso e controle dos dados e também a uma maior fiscalização a possíveis canais de difusão de noticiais falsas. A decorrência dessas ações é necessária, para garantir que a tecnologia esteja reforçando a democracia e não a desabilitando.