Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 05/10/2020
No Brasil, pesquisas feitas pelo Ipsos e Fecomércio, em 2016, estimam que 70% dos brasileiros tem acesso à internet, e que desses, 69% utilizam redes sociais. Essas em questão, tem sido motivo de grandes preocupações para a sociedade. As redes sociais utilizam de mecanismos como controle de dados para controlarem seus usuários, além de serem grandes veículos de disseminação de fakes news. Esses problemas preocupam ainda mais com a aproximações dos períodos eleitorais dos sistemas democráticos vigentes, onde é de fundamental importância que os eleitores não sejam persuasíveis tanto por logaritmos de controle de dados quanto por notícias falsas. Dessa forma, faz-se necessário analisar tais influencias sobre os sistemas eleitorais.
Em primeiro lugar, é relevante destacar a influência do controle de dados das mídias sociais e sua relação com os períodos de eleições. Sites de interações virtuais ,como os famosos instragam, facebook e twitter, utilizam de logaritmos baseados nos dados pessoais de seus usuários para controlarem seus acessos, controlando diariamente o que o desfrutador vê ou deixa de vê. Esse mecanismo pode tornar a eleição de um candidato mais propicia, caso, por exemplo, os aplicativos referidos mostrem somente dados relacionados a um certo candidato, sejam eles negativos ou positivos.
Ademais, o exacerbado aumento da propagação de fakes news nesses meios de comunicação também influencia as escolhas dos eleitores. O fenômeno das fakes news nas redes sociais tem tomado dimensões enormes na vida das pessoas. É muito difícil hoje em dia, apontar com plena certeza se uma notícia é verdadeira ou falsa, tendo em vista que até mesmo sites de jornalismo prestigiados já repassaram informações incorretas, seja por falta de checagem da veracidade da informação ou por outras motivações. Dessa forma, torna-se de difícil execução a ocorrência de uma eleição onde não sejam divulgadas notícias falsas sobre um certo candidato, com o intuito de persuadir os eleitores através da difamação de opositores.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter esse problema que tanto fragiliza os processos democráticos. Tendo em vista a recente implantação da Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil, espera-se que ocorram maiores medidas de proteção aos dados dos brasileiros, gerando assim um menor controle de dados por parte das mídias sociais, cabendo ao Governo Federal garantir a efetividade e comprimento dessa lei. Além disso, deve-se promover campanhas que busquem alertar os usuários sobre a checagem de informações, afim de diminuir a disseminação de noticiais falsas. Dessa forma, será possível realizar uma eleição com menor influência negativa das redes sociais.