Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 11/10/2020

O advento da internet e das redes sociais possibilitou, de forma relativamente acessível, o acesso e disseminação de informação de forma massiva por todos os continentes. Esta ferramenta, cada vez mais comum no dia a dia do brasileiro, foi amplamente explorada politicamente nas eleições de 2018. O problema surge quando, a fim de manipular o cenário político, fatos distorcidos e notícias falsas são compartilhadas por estes meios, influenciando a tomada de decisão nas urnas por toda uma população.

A parcela da sociedade com menos intimidade com eletrônicos é a mais vulnerável, visto que os criadores de “fake news” podem ser bem convincentes. A fim combater a onda destas notícias, diversas agências de checagem de fatos surgiram, denunciando a origem real de imagens e vídeos manipulados por exemplo. Porém estas iniciativas não são suficientes para combater o esforço organizado que opera esta indústria de desinformação.

O clima de extrema polarização política das eleições de 2018 efervesceu as discussões nas redes sociais. Apesar de turbulentas, ainda são um ambiente de troca de informações e liberdade de expressão, que favorece a democracia.

Sendo assim, dada a importância das redes, e o movimento político que visa se aproveitar de tal para fins mal intencionados, é preciso promover a educação digital, tornando o brasileiro menos vulnerável a distorções da realidade. Por meio de propagandas veiculadas nas próprias redes sociais, atingindo assim o público alvo necessário, o governo federal deve informar a população sobre como avaliar a credibilidade, e observar a disponibilização de fontes confiáveis nas notícias. Além de elaborar leis e investigações que punam os responsáveis pela criação das mesmas.