Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 05/10/2020
No linear do século XXI, muito tem se discutido acerca da influência das redes sociais em meio á sociedade, uma vez que, a pesquisa realizada no ano de 2016 pelo Instituto Ipsos,revelou que a maioria dos brasileiros possuem acesso á internet e a utilizam para acessar as redes sociais. Nesse contexto, torna-se imprescindível o debate quanto á influência direta desse meio de comunicação na opinião dos cidadãos. Nesse contexto, ocorreram as eleições presidenciais em 2018, sendo assim, é indispensável a discussão sobre a segurança e veracidade das informações que estão sendo divulgadas, além de refletir sobre a responsabilidade individual e estatal na disseminação de falsas notícias, as “Fake News”, uma vez que elas influenciam diretamente as opiniões dos indivíduos.
Nesse sentido, cabe relembrar que durante as eleições de 2018, houve nas redes sociais uma enorme polarização os brasileiros, o que culminou em diversos ataques, entre os lados opostos politicamente, por meio da divulgação de notícias falsas, sendo essas espalhadas rapidamente e causando manipulação da opinião pública frente ao cenário de eleição. No entanto, essa prática de divulgações falsas para manipular a população não começou a acontecer somente agora, visto que, durante a Ditadura Militar, os meios de comunicação eram manipulados pelo Estado, e consequentemente, eram divulgadas até mesmo matérias falsas a fim de beneficiar os militares.
Ademais, é pertinente ressaltar que segundo a Constituição Federal, todo cidadão tem direito de livre expressão, sem censura respondendo cada um pelos seus atos dentro da lei, sendo assim, é fundamental a interpretação dessa lei, de forma correta, a compreender que todo indivíduo pode se expressar livremente, desde que respeite os direitos do próximo, como os Direitos Humanos. Portanto, é de responsabilidade individual não propagar as “Fake News”, como também envolve o Estado ao que se refere a fiscalização das empresas privadas no meio digital, sendo elas obrigadas perante a Lei das Fake News, a fornecer transparência em relação ao que está sendo divulgado aos internautas.
Em suma, é fundamental que mudanças sejam feitas para que os direitos de liberdade sejam de fato garantidos, logo, amenizando o conflito em questão. Diante disso, é necessário que o Estado seja ativo na resolução desse impasse, por meio do Ministério da Educação em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais, promovendo campanhas de conscientização das consequências das Fake News e ensinando nas escolas, com um especialista na área digital, como certificar-se de que uma notícia é verdadeira, assim oferecendo condições para que os indivíduos assumam suas responsabilidades frente ao desafio de não compactuar com a propagação dessas falsas notícias, dessa forma, esses ensinamentos auxiliarão no bem-estar social.